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domingo, 8 de abril de 2012

A CRUZ EM JESUS CRISTO

 
 
 
                             A CRUZ EM JESUS CRISTO
A CRUZ DE CRISTO E O EVANGELHO
É um dos pilares do Evangelho
Sem a cruz o evangelho seria uma lenda e tornar-se-ia uma mensagem vã.
É um facto e faz parte da mensagem do evangelho que Jesus foi crucificado ou morreu numa cruz e isto torna a mensagem de Cristo em “boas novas”. (Jo 19:17-19) Jesus mesmo falou da necessidade da Sua crucificação
Era necessário que Cristo fosse...
crucificado. ((Mt 26:2); ((Lc 24:7). Jesus Cristo foi deveras crucificado. ((Mc 16:6)
A CRUZ DE CRISTO E A SUA HUMILHAÇÃO
A cruz foi a confirmação da extrema humilhação e da total obediência de Jesus:
e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
(Fl 2:8-11 PJFA) Essa extrema humilhação resultou na maior exaltação da Sua pessoa

A CRUZ DE CRISTO E O CRENTE
Jesus teve que suportar a cruz para alcançar o gozo da nossa salvação: “Fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hb 12:2) Jesus suportou a cruz desprezando a ignomínia que a mesma constituía para a Sua pessoa. Não se importou de passar pela cruz para nos ganhar para Ele
A cruz proporciona libertação da maldição do crente: “Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gl 3:10-13 PJFA). Na cruz Jesus assumiu toda a maldição que pesava sobre nós de modo a experimentarmos completa libertação: “Se um homem tiver cometido um pecado digno de morte, e for morto, e o tiveres pendurado num madeiro, o seu cadáver não permanecerá toda a noite no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto aquele que é pendurado é maldito de Deus. Assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança” (Dt 21:22-23). O crente, em Cristo, já não se encontra mais debaixo da maldição
A cruz proporciona a libertação dos pecados do crente e a cura das enfermidades: “Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (IPe 2:24). A cruz proporciona a abolição da nossa condenação e a anulação da nossa culpa: “E havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Cl 2:14). A cruz proporciona a reconciliação individual do crente com Deus
Pela cruz fomos reconciliados com Deus individualmente: “A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más,agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis” (Cl 1:21-22); “Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação” (IICo 5:18-19); “Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação” (Rm 5:10-11). O crente, por consequência, deve ser um embaixador da reconciliação: “pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus” (IICo 5:19-20) A cruz proporciona a reconciliação da Igreja com Deus
Pela cruz Jesus reconciliou com Deus judeus e gentios, formando de ambos um só “corpo” que é a Sua Igreja: “E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade” (Ef 2:16) Todas as barreiras raciais, culturais e religiosas foram derrubadas pelo sacrifício da cruz . A igreja é o lugar onde podem conviver em paz e harmonia com Deus e umas com as outras todas as pessoas, qualquer que seja a sua origem ou condição. Toda a sorte de inimizade, seja ela de que origem for, foi morta na cruz.

Luís Reis

quarta-feira, 21 de março de 2012

A CRUZ E A GLÓRIA


                                                            A CRUZ E A GLÓRIA
A CRUZ E A GLÓRIA EM CRISTO

 indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. (IPe 1:11)

 O PROCESSO DA SALVAÇÃO REALIZADO POR CRISTO ASSENTA EM DUAS REALIDADES:

 
 A cruz que implica humilhação, sofrimento e morte
A glória que se segue à cruz
JESUS DEIXOU TEMPORARIAMENTE A SUA GLÓRIA PARA PODER EXPERIMENTAR A CRUZ: 

 “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” (Fl 2:5-8).

 Jesus passou por um processo que ele mesmo, duma forma determinada e voluntária, submeteu a si mesmo e que incluiu esvaziamento temporário seus atributos divinos: humilhação; sofrimento; morte.
Jesus alcançou glória por meio da cruz. Foi isso que Jesus mostrou aos discípulos de Emaús quando lhes abriu as Escrituras
:” Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?” (Lc 24:26). Jesus recebeu glória por ter experimentado a cruz: “Mas nós vemos Jesus fazendo isso. Por um pouco de tempo ele foi colocado em posição inferior à dos anjos, para que, pela graça de Deus, ele morresse por todas as pessoas. Agora nós o vemos coroado de glória e de honra por causa da morte que ele sofreu.” (Hb 2:9, NTLH)
Depois de experimentar a cruz, Jesus podia voltar à glória que tinha antes da sua humilhação: “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (Jo 17:5). A glória que Cristo experimentou e experimenta depois da cruz não é somente a glória do Criador, mas a glória do Redentor da humanidade. “Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.” (Jo 17:24); “Vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos. Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono. Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.” (Ap 5:1-14).

 JESUS REJEITOU A GLÓRIA SEM CRUZ

 “Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mt 4:8-10). Jesus foi tentado pelo Diabo a obter a glória sem a cruz. Mas rejeitou peremptoriamente tal glória submetendo-se à cruz. Já crucificado, Jesus foi tentado a descer da cruz: “e dizendo: Tu, que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz. De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Rei de Israel é ele; desça agora da cruz, e creremos nele;” (Mt 27:40-42)
A CRUZ E A GLÓRIA NO CRENTE

 Todo o crente tem que passar primeiro pela cruz para alcançar a glória: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;” (Mt 16:24)

 A CRUZ NO CRENTE IMPLICA EM NEGAR-SE A SI MESMO. 

 Crucificar o “eu”:” Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl 2:20) Crucificar o “velho homem”: “sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.” (Rm 6:6) Crucificar a “carne”: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5:24).

 A CRUZ NO CRENTE IMPLICA TAMBÉM SOFRIMENTO POR AMOR A CRISTO

 “Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus.E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência,” (Rm 5:2-3, NTLH). Para experimentar a glória, o crente tem que estar pronto a sofrer por Cristo: “mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis.” (IPe 4:13). Se formos participantes dos sofrimentos de Cristo também o seremos da sua glória: “Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há-de revelar:” (IPe 5:1).

 A CRUZ IMPLICA AINDA EM A NOSSA FÉ SER PROVADA POR MEIO DAS TRIBULAÇÕES E AFLIÇÕES NO TEMPO PRESENTE

 “Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm 8:18). A prova da nossa fé redundará em glória: “para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;” (IPe 1:7). A glória que iremos experimentar será muito maior que o nosso sofrimento: “E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento.” (IICo 4:17NTLH).
Luís Reis

terça-feira, 6 de março de 2012

A NOSSA COMUNHÃO COM DEUS


                        A NOSSA COMUNHÃO COM DEUS
A comunhão cristã tem dois sentidos com as suas respectivas implicações: “sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão connosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.”(IJo 1:3) O sentido vertical – comunhão com a Trindade Divina: com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo.
O sentido horizontal – comunhão com o povo de Deus, isto é, uns com os outros, como Igreja.


 A COMUNHÃO COM O PAI

 Diz respeito ao relacionamento com Deus, como nosso Pai celestial, e nós, como Seus filhos.

A RECONCILIAÇÃO, UM DOS ASPECTOS DA EXPIAÇÃO DE CRISTO TORNOU POSSÍVEL A NOSSA COMUNHÃO COM DEUS:   "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação.” (Rm 5:10-11)

 Éramos inimigos. Estávamos alienados (separados). Fomos reconciliados.
Recebemos a reconciliação, isto é, o Pai tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele por meio de Cristo (expiação). “Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação;” (IICo 5:18)

 A nossa inimizade para com Deus, o que nos impedia de ter comunhão com Ele, foi morta ou anulada pela cruz de Cristo, “e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade;” (Ef 2:16).

 As nossas obras más tornavam-nos estranhos e inimigos, impedindo-nos de ter comunhão com Deus, mas fomos reconciliados. “A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis” (Cl 1:21-22).

 AGORA A NOSSA COMUNHÃO COM O PAI É VERDADEIRA E COMPLETA
Podemos ter uma comunhão íntima que nos vem pelo emprego da palavra “Aba” – a expressão de intimidade filial com o Pai. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adopção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!”(Rm 8:15).

 Esta comunhão com o Pai (ou acesso ao Pai) tem a ver com três factores muito importantes: “porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.” (Ef 2:18)

 Primeiro, a obra expiatória de Cristo (por Ele) realizada por nós, que incluiu a Sua morte no Calvário, permitiu a comunhão.
Segundo, a mediação de Cristo (por Ele) ressurrecto e exaltado, junto do Pai, torna a comunhão do crente com o Pai efectiva: “Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” (Hb 4:15-16)

 Terceiro, a presença do Espírito Santo (mesmo Espírito), em nós, torna a comunhão efectiva do Pai com o crente: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.” (Rm 8:26)
 ESTA COMUNHÃO PROCESSA-SE DE DUAS MANEIRAS
Primeiro, pela presença de Deus em nós, através do seu Espírito: “Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.” (Jo 14:23); “no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Ef 2:22); “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele em nós: por ele nos ter dado do seu Espírito.” (IJo 4:13)

 Segundo, pela nossa oração: A oração é uma forma de comunhão dialogante com Deus. Através da oração falamos com Deus e Deus fala connosco.

 A COMUNHÃO COM O PAI TEM DOIS ASPECTOS

 É uma expressão ou confirmação da nossa vida espiritual.
É uma condição “sine qua non” para termos vida espiritual.

 NÃO PERCA A SUA COMUNHÃO COM DEUS, MAS IMPLEMENTE-A DIA-A-DIA!
                                                                  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A VIDA ABUNDANTE DO CRENTE


                      A VIDA ABUNDANTE DO CRENTE
A Bíblia destaca a vida abundante do crente da seguinte forma: “Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para connosco, vede que também nesta graça abundeis.” (IICo 8:7 JFA). Na versão da NIV (Nova versão internacional) está escrito da seguinte forma: “Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês têm por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir.” (IICo 8:7 NVI). Mas na NTLH (nova tradução em linguagem de hoje pode ler-se: “Vocês mostram que, em tudo, são mais ricos do que os outros: na fé, na palavra, no conhecimento, na vontade de ajudar os outros e no nosso amor por vocês. E nesse novo serviço de amor queremos também que façam mais do que os outros.” (II Co 8:7 NTLH).
O significado de abundar, segundo a terminologia bíblica, é fluir, possuir em abundância, ser excelente, ser destacado, ser mais e fazer mais. É, ainda, mostrar grandeza, mostrar excelência.
É necessário salientar que a abundância da nossa vida, segundo a perspectiva divina, não consta tanto do que possuímos, mas muito mais do que somos e fazemos: “E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” (Lc 12:15). Por outro lado, a Bíblia ensina-nos que devemos ser, segundo as diversas versões já apresentadas, abundantes, destacados ou mais ricos, naquilo que é essencial à nossa vida espiritual.


 ABUNDANTES EM FÉ.

 “Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós transborda de uns para com os outros. “ (IITs 1:3).

 ABUNDANTES EM ESPERANÇA

 “Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.” (Rm 15:13).
ABUNDANTES EM AMOR PARA COM DEUS
 “E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo; cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” (Fl 1:9-11 JFA)

 ABUNDANTES EM AMOR PARA COM OS NOSSOS IRMÃOS

 “e o Senhor vos faça crescer e abundar em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós abundamos para convosco;” (ITs 3:12)

 ABUNDANTES EM ACÇÕES DE GRAÇAS

 “arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em acção de graças.” (Cl 2:7)

 ABUNDANTES EM ALEGRIA (GOZO)

 “Grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio a respeito de vós; estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.”(IICo 7:4); “como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade.”(IICo 8:2)

 
ABUNDANTES EM CONSOLAÇÃO

 “Porque, como as aflições de Cristo transbordam para connosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (IICo 1:5)

 ABUNDANTES EM CONHECIMENTO 

 “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Os 4:6)

 
ABUNDANTES EM SANTIFICAÇÃO

 “Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como aprendestes de nós de que maneira deveis andar e agradar a Deus, assim como estais fazendo, nisso mesmo abundeis cada vez mais. Pois vós sabeis que preceitos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação.” (ITs 4:1-7)

 ABUNDANTES NOS DONS ESPIRITUAIS

 “Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja.” (ICo 14:12)

 ABUNDANTES EM ZELO NO SERVIÇO PARA DEUS E SUA OBRA

 “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (ICo 15:58)

 ABUNDANTES NA NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA A OBRA DE DEUS

 “Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará, Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;” (IICo 9:6-8)

 ABUNDANTES EM ESTIMA E AMOR POR AQUELES QUE SERVEM A DEUS

 “Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós.”(
ITs 5:12-13)
Pastor Luís Reis

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O COMPANHEIRISMO NA LIDERANÇA




                                          O COMPANHEIRISMO NA LIDERANÇA
“segundo aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que por nós é fiel ministro de Cristo.” (Cl 1:7) Um dos maiores desafios, senão o maior, que se põe à liderança, é o companheirismo entre os Obreiros. Um companheirismo sincero e não apenas formal ou de fachada é condição sine qua non para uma comunhão e cooperação mais sólidas, bem como para a bênção na Obra de Deus.
O companheirismo traz bem-estar e ajuda entre os Obreiros, e um bom testemunho perante as igrejas, os poderes públicos e a sociedade em geral.

O NOVO TESTAMENTO DESTACA O COMPANHEIRISMO ENTRE OS MINISTROS DE CRISTO


 Como colegas de ministério precisamos de ser verdadeiros companheiros. “Quanto a Tito, ele é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas, glória de Cristo.” (II Co 8:23); “E peço também a ti, meu verdadeiro companheiro, que as ajudes, porque trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros meus cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.” (Fl 4:3).
Não apenas cooperar no trabalho, mas cultivar uma sólida amizade e criar um verdadeiro companheirismo.

 O NOSSO COMPANHEIRISMO DEVE SER O RESULTADO NATURAL DA NOSSA CONDIÇÃO DE CONSERVOS

 Paulo chama Epafras de conservo no original “Diakuno”.
Conservo significa “aquele que serve juntamente com o outro”. Devemos considerar-nos conservos uns dos outros. Porque servimos o mesmo Senhor. Não somos servos de senhores diferentes, mas do mesmo Senhor. Não importa ainda qual o tipo de diferença que exista entre nós. Podem ser: diferentes ministérios; diferentes graus de responsabilidade na obra de Deus ou na Igreja; diferentes perspectivas; diferentes níveis de capacidade; diferentes graus de cultura; diferentes Igrejas no seu tamanho ou peso; diferentes idades; diferentes experiências ministeriais. Não obstante tudo isso, há um denominador que é comum a todos nós: sermos servos de um único e mesmo Senhor.

 Além disso, estamos envolvidos, vinculados e comprometidos na mesma obra que não é nossa, mas de Nosso Senhor, à qual fomos chamados pela graça de Deus e não por qualquer outra coisa.
Somos trabalhadores da mesma lavoura que é de Deus, embora sejam uns a plantar e outros a regar. “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.” (I Co 3:6-9). Somos construtores do mesmo edifício que é de Deus, embora possamos estar construindo diferentes partes do mesmo. “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:11-12).

 Estamos envolvidos no mesmo combate, procurando atingir os mesmos objectivos. “Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades;” (Fl 2:25). Devemos compreender que ser conservos implica que o nosso ministério, seja ele qual for, é sempre interactivo. Não somos, nem nos devemos considerar independentes. O estarmos juntos em algum tipo de reuniões só faz sentido se for este o nosso sentimento comum e sincero.

 O que somos e fazemos depende também daquilo que os nossos colegas são e fazem ou que foram e fizeram. Não somos tudo, nem temos tudo. Precisamos de ajuda, conselho e até correcção uns dos outros. O nosso ministério é autónomo porque o recebemos directamente do Senhor, mas nunca individualista. O individualismo gera o isolamento e pode matar o ministério. O individualismo, inclusive, pode conduzir o obreiro a grandes disparates, a entrar em radicalismos e até heresias

                                                                         Pr. Luís Reis
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A IGREJA COMO COLUNA DA VERDADE


A IGREJA COMO COLUNA DA VERDADE
“Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e fortaleza da verdade.” (I Tm 3:15)
A Bíblia apresenta a figura da coluna como uma das metáforas da Igreja. Com esta metáfora o apóstolo Paulo pretende chamar a nossa atenção para a natureza e para o papel da Igreja em relação à verdade. Não uma verdade filosófica que se presta às mais diversas e capciosas especulações, mas à verdade divina que serve de base ao verdadeiro relacionamento com Deus e à vida eterna.

 A VERDADE NÃO PRECISA DA IGREJA PARA EXISTIR

 Não foi a Igreja que deu origem à verdade. A verdade veio por Jesus Cristo porque Ele é a verdade: “Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (Jo 1:17).

 A VERDADE TROUXE A IGREJA À EXISTÊNCIA

 A Igreja, na pessoa dos seus membros, experimentou a verdade libertadora de Cristo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8:32); e foi gerada pela Palavra da verdade: “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tg 1:18).

 A Igreja recebeu o pleno conhecimento da verdade: “Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,” (Hb 10:26).

 A Igreja também recebeu o amor da verdade: “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.” (IITs 2:10).

 A Igreja conhece bem a verdade: “Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com acções de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;” (ITm 4:3)

 A Igreja é o templo do Espírito Santo que é o Espírito da verdade: “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.” (Jo 16:13).

 A igreja é santificada pela verdade: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.” (Jo 17:17,19)

 A VERDADE PRECISA DA IGREJA COMO SUA COLUNA

 A Igreja está no mundo, qual coluna, para levantar, erguer, fazer sobressair, evidenciar, realçar ou tornar notória a verdade.
Na sociedade hodierna a verdade encontra-se cada vez mais caída e de rastos.

 A Igreja precisa cada vez mais assumir-se como coluna da verdade por duas razões fundamentais. A primeira prende-se com a vontade expressa de Deus: “O qual (Deus) deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (ITm 2:4). A segunda tem a ver com a condição que os homens criaram: “Pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Rm 1:25).

 COMO É QUE A IGREJA PODE SER COLUNA PARA LEVANTAR A VERDADE

 Através da Evangelização e das Missões.
Proclamando a Palavra da verdade que é o evangelho da salvação para os perdidos:
“No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,” (Ef 1:13)

 Pela maneira de viver dos seus membros.

Quando estes vivem de acordo com a verdade do evangelho: “Mas, quando vi que não andavam rectamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gl 2:14). Mas, para viver de acordo com a verdade, é necessário que obedeçam à verdade: “Corríeis bem; quem vos impediu de obedecer à verdade?” (Gl 5:7); não se desviem da verdade: “Que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição é já passada, e assim pervertem a fé a alguns.” (IITm 2:18); não resistam à verdade: “E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.” (IITm 3:8); nem desviem os ouvidos da verdade: “E não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.” (IITm 4:4).

 Praticando a verdadeira adoração.

 Adorando a Deus em espírito e em verdade: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:24).

 Quando o nosso País está cada vez mais voltado para a idolatria é preciso continuar a levantar a   verdade da verdadeira adoração.

 Oremos e concorramos, especialmente as lideranças, para que a verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja do Deus Vivo, no nosso país, se erga cada vez mais, como coluna da verdade, no que concerne à sua vivência, à sua mensagem e à sua adoração. Só assim os portugueses serão libertos do erro que os escraviza e da cegueira espiritual em que se encontram.

Luís Reis

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O VIRUS (FERMENTO) DO FARISAÍSMO


                                          O VIRUS (FERMENTO) DO FARISAÍSMO 

 NO CORPO DE CRISTO
Analisemos algumas das características mais salientes deste “vírus”, à luz do Novo Testamento, que tem atacado e molestado a Igreja, ao longo da sua história, e que tem sido um sério responsável pelas divisões ocorridas na mesma.

 ORGULHO RELIGIOSO.

 O farisaísmo arma-se com o orgulho religioso que é o pior orgulho que existe. “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu baptismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.” (M7 3:7-9). “Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?” (Jo 8:33,37).

 CEGUEIRA ESPIRITUAL.

 O farisaísmo provoca a cegueira espiritual, tal como Jesus teve ocasião de denunciar: “Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.” (Mt 23:26). Esta cegueira apenas valoriza ou dá maior importância ao exterior. Insiste em não compreender que a verdadeira limpeza começa no interior, isto é, no carácter das pessoas e não na aparência exterior.

 ÓDIO RELIGIOSO.

 O farisaísmo alimenta ódio e instintos de morte contra os outros. “E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.” (Mt 12:14). Este sentimento abjecto tem levado muitos que se dizem “cristãos” a perseguir, torturar e até tirar a vida aos seus opositores religiosos. Tenhamos em mente as guerras fratricidas em nome da religião e a Inquisição, entre outras, que mancharam as páginas da história humana com o sangue dos inocentes.

 ISOLACIONISMO.

 O espírito farisaico isola as igrejas e os crentes em geral impedindo a comunhão e a cooperação. Tal como os fariseus de outrora, vivem cheios de suspeição em relação aos outros. “Mas os fariseus diziam: Ele expulsa os demónios pelo príncipe dos demónios.” (Mt 9:34). No seu entendimento obscurecido, tudo o que os outros fazem é do diabo. Só vêem defeitos e ilícitos no que os outros fazem. “E os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado.” (Mt 12:2).

 TRADICIONALISMO.

 Colocam as tradições humanas acima de tudo. Estão fechados a qualquer tipo de mudança que brigue com o status estabelecido mesmo que tal resistência se mostre prejudicial e redutora, em relação à Obra de Deus. “Então, chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.” (Mt 15:1-2). Normalmente, escandalizam-se por tudo e por nada. “Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? (Mt 15:12).

 ESPÍRITO SE SUPERIORIDADE.

 O farisaísmo cria um espírito de superioridade em relação aos outros. “O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.” (Lc 18:11). Olham os seus semelhantes de cima para baixo, alcandorados na auto-justificação de que não são como os demais.

 A RECOMENDAÇÃO DE JESUS.

 Jesus mandou Seus discípulos se acautelarem do fermento (maneira de ser) e da doutrina (maneira de ensinar) dos fariseus. “Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus? Então, compreenderam que não
dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos  fariseus.” (Mt 16:11-12).
Como esta recomendação é tão pertinente e actual para os nossos dias!

                                                                         Pr Luís Reis

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A GRAÇA DE DEUS

A GRAÇA DE DEUS
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;” (Ef 2:8 PJFA). A graça refere-se àquilo que Deus é e que não pode ser alterado. A graça também se refere à forma como Deus age. Ela é livre e soberana, isto é, não há nada fora de Deus que o obrigue a agir em graça. Por isso a graça não pode ser reivindicada, mas pode ser recebida.


 A MULTIFORME GRAÇA

 “servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”(IPe 4:10 PJFA). A graça de Deus não é uniforme com apenas uma forma, pelo contrário, ela é multiforme: apresentasse-nos de várias formas.

 A SUPREMA RIQUEZA DA GRAÇA

 “para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para connosco em Cristo Jesus.”(Ef 2:7 PJFA). A graça de Deus é a maior riqueza jamais existente. A riqueza da graça é suprema, significa não apenas que é riqueza máxima, mas ao mesmo tempo a principal riqueza que o ser humano pode alcançar. É uma riqueza superior tanto em quantidade como em qualidade. Possui riquezas incalculáveis que somente a eternidade nos fará perceber.

 A FONTE DA GRAÇA

 “para que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.” (IITs 1:12 PJFA). Deus é a fonte da graça, isto é, a graça é proveniente ou emana do próprio Deus. É nesse sentido que Deus é designado o Deus de toda a graça. “E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há-de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.” (IPe 5:10 PJFA). Toda a manifestação da graça tem origem em Deus – ela é “a minha graça”. “Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” (IICo 12:9 NVI)

 O VEÍCULO OU CANAL DA GRAÇA

 “Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17 NVI). Jesus Cristo é o canal da graça de Deus, pois a mesma foi-nos dada em Cristo. “Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus;” (ICo 1:4 PJFA). É nesse sentido que a Bíblia designa a graça não só como a graça de Deus Pai, mas também como a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. “Em breve o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos pés de vocês. A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês.” (Rm 16:20 NVI); “Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vocês todos. Amém.” (Rm 16:24 NVI)

 O ADMINISTRADOR DA GRAÇA

 “de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça?” (Hb 10:29 PJFA). O Espírito Santo é o administrador da graça. É o Espírito Santo quem aplica os efeitos da graça e os seus princípios à vida do crente.

 O TRONO DA GRAÇA

 “Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” (Hb 4:16 PJFA). O trono de Deus é designado o trono da graça. Significa que Deus reina em graça. O princípio do seu governo é a graça, isto é, ele age para com o homem na base da sua graça e não porque o homem merece. No relacionamento de Deus com o homem não está em causa o mérito deste, mas o favor divino que o homem não merece.

 OS DESTINATÁRIOS DA GRAÇA

 “Desta salvação inquiririam e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada,” (IPe 1:10 PJFA). Os destinatários da graça são os crentes do Novo Testamento. Os profetas do Antigo Testamento profetizaram esta graça a nós destinada. Grande é o nosso privilégio de sermos os objectos da graça de Deus e não da sua ira.

 O CONHECIMENTO DA GRAÇA

 “que já chegou a vós, como também está em todo o mundo, frutificando e crescendo, assim como entre vós desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade,” (Cl 1:6 PJFA). O evangelho trouxe-nos o conhecimento da graça de Deus em toda a sua verdade. Trata-se dum conhecimento prático experimental e não apenas teórico. Significa uma experiência pessoal prática com a graça de Deus.

 OS EFEITOS DA GRAÇA

 Somos perdoados, somos salvos, temos provisão para as nossas necessidades e alcançamos vitória pela maravilhosa graça de Deus.
                                                                                                                          
                                                                                                                             Luís Reis
                                                                                                                             
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A FÉ DE ABRAÃO

                              A FÉ DE ABRAÃO
"(como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos, e chama as coisas que não são, como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência; e sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer."
(Rm 4:17-21)
Trago à nossa reflexão a fé de Abraão conforme Paulo a descreve na epístola aos romanos.
ABRAÃO CREU EM DEUS 


 Que vivifica os mortos. Isto tem dois aspectos: Pode referir-se ao facto de Deus lhe dar um filho na sua velhice, do ventre amortecido de Sara. Pode referir-se também à sua fé de que Deus podia ressuscitar seu filho Isaac, mesmo depois de ser oferecido em sacrifício. Espiritualmente, significa que Deus pode operar mesmo quando tudo, do ponto de vista humano, está perdido.
Que chama à existência as coisas que não existem, isto é, mesmo que do ponto de vista humano não haja nada Deus pode fazer com que aconteça.


 CREU ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA

 A fé sobrepõe-se às circunstâncias ainda as mais adversas. Do ponto de vista humano não havia qualquer esperança de Abraão ser pai. A corrente das circunstâncias era absolutamente contrária. Mas, a fé não se deixa levar ou arrastar pelas circunstâncias mas vence-as. Os peixes vivos erguem-se sobre as águas e vencem a corrente. Só os peixes mortos é que são arrastados por ela. As circunstâncias insistem em dizer não, mas a fé prevalece clamando “Sim” e “Amem” (c.c. II Co 1:20).

 CREU SEGUNDO LHE FORA DITO

A fé assenta ou descansa naquilo que Deus diz. O que Deus diz é suficiente para nos fazer descansar.
A fé não se baseia nos nossos sentimentos ou emoções, nem tão pouco em invenções doutrinárias, mas na genuína Palavra de Deus.
As nossas emoções são variáveis: podem nos deixar optimistas ou pessimistas. Por isso não podemos depender delas. A Palavra de Deus é o único fundamento da nossa fé e não precisa de “achegas” seja de quem for, porque ela é verdadeira e não falha; é inabalável e não passa.
Precisamos conhecer o que Deus diz na Sua Palavra. A falta de conhecimento da Palavra produz um vazio na fé ou uma fé distorcida.

 SEM ENFRAQUECER NA FÉ 

 Estava consciente da sua fraqueza e da de sua mulher. A fé genuína não nos faz perder a consciência das coisas. A fé não é cega.
Abraão não se deixou enfraquecer na fé porque não olhou para a sua fraqueza, mas para o poder de Deus. “O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza” (II Co 12:9-10). Quando nos rendemos à evidência de que não podemos, não somos capazes, aí se manifesta o poder de Deus. O crente enfraquece na fé quando olha para a sua fraqueza ou para a fraqueza dos outros.
Para não enfraquecer na fé, precisamos olhar para Jesus “autor e consumador da fé” (Hb 12:2-3). NÃO DUVIDOU DA PROMESSA
Muitas vezes o crente é assaltado pela dúvida. (Lc 24:38). A dúvida anda ligada à pequena fé (Mt 14:31) e à incredulidade. O crente não deve duvidar mas crer (Mc 11:23). Jesus reprovou e repreendeu a dúvida dos discípulos (Mt 14:31). O crente duvidoso é semelhante à onda do mar e nada poderá alcançar o Senhor (Tg 1:6-7). FORTALECEU-SE NA FÉ DANDO GLÓRIA A DEUS
A fé desenvolve no crente uma força irresistível que faz dum pigmeu aos olhos do mundo num gigante na fé. Para Josué e Calebe, pela fé, os gigantes de Jericó tornaram-se em insignificantes pigmeus e os elevados muros em degraus fáceis de galgar.

 ESTANDO PLENAMENTE CERTO OU CONVICTO
  A fé produz uma certeza inabalável naquilo que se espera (Hb 11:1). Sem ter ainda é como se já tivéssemos. A fé toca o intocável.
A fé produz uma firme convicção naquilo que se não vê (Hb 11:1). Sem ver ainda é como se já víssemos. A fé vê o invisível.

 DEUS ERA PODEROSO PARA CUMPRIR O QUE PROMETERA

 Muitas vezes os homens fazem promessas que não podem cumprir por falta de carácter ou por falta de poder.
Deus tem um carácter perfeito e todos os recursos para cumprir as Suas promessas. Deus não pode mentir (Tg 1:2). As promessas de Deus não falham.
                                                                          


                                                                                                                                 Luís Reis
                                                                                                                                 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A DINÂMICA DA IGREJA LOCAL NO CONTEXTO ACTUAL


A DINÂMICA DA IGREJA LOCAL NO CONTEXTO ACTUAL
"… e o coração do sábio conhece o tempo e o modo."


 (Eclesiastes 8:5)
Uma das grandes, se não a maior necessidade com que nos debatemos hoje, como Pastores e Líderes das Assembleias de Deus, a pouco tempo de comemorar o seu 1º centenário, consiste na sabedoria necessária para discernir o tempo e o modo.
Se não buscarmos essa sabedoria do Senhor, que nos permita fazer um discernimento correcto e actualizado, corremos o risco de ser ultrapassados e ficar reduzidos a uma Denominação histórica e a um Movimento do passado. Como alguém disse: “Deixaremos de ser um Movimento e passaremos a ser um monumento”.

 Precisamos saber discernir o tempo (o contexto actual) em que vivemos.
Discernir significa determinar, isto é, ter uma noção bem clara das características singulares do tempo em que vivemos. Compreender a profunda diferença entre o tempo que vivemos hoje e o tempo passado, até o passado mais recente. Estar consciente que as necessidades e os desafios do nosso tempo são diferentes, em virtude de estarmos numa sociedade em mutação constante e acelerada.
Precisamos saber discernir o modo (a dinâmica) a aplicar, que melhor se coadune ou se adapte ao tempo em que vivemos

 O modo deve ser sempre em função do tempo. Não é o modo que determina o tempo, mas é o tempo que tem de determinar o modo.
Assim como os nossos estatutos precisam de enquadramento jurídico para terem a força da Lei, também nós necessitamos nos enquadrar no tempo em que vivemos para desenvolvermos na Igreja uma dinâmica que tenha a força da efectividade.

 As nossas Igrejas Locais precisam duma nova dinâmica que dê a melhor resposta face ao contexto actual da nossa geração e da nossa sociedade, porque corremos o risco de nunca tocar o tecido social do nosso País e perder a nossa geração, se é que isso já não está a acontecer.
Será loucura, e o texto introdutório a Escritura apela à nossa sabedoria, insistir numa dinâmica ou numa estratégia que, embora tenha tido algum sucesso no passado, contudo, hoje já se encontra ultrapassada, e que por isso impede o progresso e o crescimento da Igreja, contribuindo para a sua estagnação e desertificação.

 Não culpemos os crentes de não quererem fazer nada, porque, pela graça de Deus, existem ainda Igrejas em que os crentes estão trabalhando para ganhar almas e continuam bastante envolvidos na Obra de Deus, onde há curas, milagres, manifestação dos dons espirituais, conversões e algum crescimento qualitativo e quantitativo.
Se há alguém a quem devemos culpar é a nós mesmos, por falta duma visão clara do tempo em que vivemos, não conseguindo motivar a Igreja. Daí a razão, infelizmente, de termos cada vez mais crentes desanimados e desmotivados, procurando noutros lugares o que deviam encontrar na sua igreja.

A dinâmica no que concerne à liturgia

 A liturgia do culto evangélico está a ser repensada e debatida em todo o mundo, notemos que até a Igreja Católica mudou completamente a sua liturgia e, nos casos em que isso acontece, as igrejas estão cheias, especialmente de juventude.
A liturgia dos nossos cultos precisa ser renovada. Não podemos estar agarrados a formas do passado como se isso fosse um fundamento doutrinário. Formas não são doutrina.

 O culto, e especialmente o culto pentecostal, não deve ser do tipo cerimónia, onde predomina o formalismo e o ritualismo. O culto é uma celebração viva e dinâmica, onde deve predominar a alegria da salvação.
Precisamos duma liturgia que prima por uma boa direcção, mais dinâmica e mais participativa, em que os crentes não sejam meros assistentes, mas participantes activos no louvor e na adoração a Deus. O louvor, embora de forma espontânea, precisa ser tão bem cuidado e preparado como a pregação.

 Para mim, no culto, é tão importante o louvor e a adoração como a pregação. Eu não me refiro a “cantoria”, isto é, a repetição de coros e hinos sem qualquer sentido que são cronometrados e interrompidos de qualquer maneira. Mas outrossim, um tempo de louvor e adoração em que os crentes não apenas cantam, mas são cheios do Espírito Santo falando noutras línguas, choram na presença de Deus, são curados e renovados espiritualmente.

 Se é necessário receber a mensagem de Deus, não é menos necessário ministrar-Lhe o nosso louvor e adoração. A adoração e o louvor estabelecem o trono de Deus e a Sua gloriosa presença no meio do Seu povo. O povo dever ser animado a expressar os seus sentimentos para com Deus, bem como a ser edificado, exortado consolado pela pregação da Palavra. Até mesmo a recepção da Palavra deve constituir motivo de louvor a Deus. Criticamos certos cultos pela sua exuberância, mas alguns dos nossos parecem autênticos velórios, com muito pouco atractivo, em que os crentes saem pior do que entraram.
A Igreja não se compara a um cemitério onde tudo está em ordem, mas falta o essencial que é a vida. A Igreja compara-se a uma casa de família, onde nem todas as coisas estão em perfeita ordem, mas há vida que pula à nossa volta.

A dinâmica no que concerne à pregação

 A nossa pregação precisa deixar de ser tão teórica e tornar-se mais prática. O evangelista D.L.Moody afirmava: “A Bíblia não foi dada para nos dar informação, mas para operar transformação. A aplicação é a razão central da revelação de Deus”
Devíamos reflectir porque nalgumas igrejas, os cultos de estudo bíblico estão a perder cada vez mais crentes. É surpreendente como certos Pastores que julgam dar uma ênfase toda especial à pregação da Palavra, têm os cultos de estudo bíblico reduzidos a um número cada vez menor de ouvintes.

 É necessário compreender que a vida hoje é completamente diferente. Cada vez mais se exige dos empregados por um lado e por outro as comodidades agarram os crentes em casa. Eles só virão ao culto se forem devidamente alimentados e sentirem as suas necessidades preenchidas. É pertinente cuidar bem do ensino e da pregação, porque o povo não se contenta com qualquer coisa.

A dinâmica no que concerne à liderança

 Temos que imprimir uma liderança espiritual baseada na visão que recebemos de Deus, buscando a unção e a direcção do Espírito Santo para a concretização da mesma. Não podemos viver uma rotina asfixiante, correndo de um lado para o outro, sem tempo nem forças para planear, orientar e coordenar o nosso trabalho.
É preciso fazer passar a visão recebida de Deus, para os nossos cooperadores e para a Igreja em geral, afim de que se saiba para onde queremos ir e o rumo que é necessário traçar.

 É preciso discipular os novos convertidos para que se tornem crentes sadios e sólidos na fé, como é necessário formar verdadeiros anciãos, diáconos, cooperadores e cooperadoras, ensinando-lhes qual o seu papel e treinando-os para as diferentes tarefas. Ninguém deveria ser consagrado ao ministério local sem passar por um treinamento adequado.
Ouvi, do saudoso Pastor José Pessoa que: “o Pastor deve ser antes um treinador, do que um ponta de lança”. A dinâmica da Igreja local no contexto actual não se compadece com Pastores que querem fazer tudo, porque acham que só eles é que sabem e sem eles nada do que é para fazer se faz.

 Peçamos a Deus sabedoria para saber discernir o tempo em que vivemos e o modo para melhor edificar a Obra de Deus, sem danificar o fundamento que já foi lançado. É verdade que estamos a viver tempos difíceis, como a Bíblia prevê, mas também devemos reconhecer que, não obstante, podemos também viver a experiência gloriosa da profecia de Joel: “Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e regozijai-vos no Senhor vosso Deus; porque ele vos dá em justa medida a chuva temporã, e faz descer abundante chuva, a temporã e a serôdia, como dantes.

 E as eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de mosto e de azeite. Assim vos restituirei os anos que foram consumidos pela locusta voadora, a devoradora, a destruidora e a cortadora, o meu grande exército que enviei contra vós. Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca será envergonhado. Vós, pois, sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado.
 Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
(Joel 2:23-29)

                                                                                                          
                                                                                                                             
                                                                                                                                   Pr Luís Reis

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

UMA NOVA VISÃO EVANGELÍSTICA PARA PORTUGAL


 RELEMBRANDO O PASSADO.
Não devemos esquecer que as Assembleias de Deus tiveram a sua origem no grande “Avivamento Pentecostal”, que eclodiu no início do século passado, como resposta de Deus face à necessidade da evangelização mundial.
O avivamento Pentecostal foi a resposta de Deus para a necessidade de evangelizar o mundo.
As denominações históricas, de então, estavam minadas pela letargia espiritual e pelo conformismo que levava os líderes e as Igrejas a ignorarem a “Grande Comissão “ e a descorarem a acção evangelística em obediência à mesma.
O Movimento Pentecostal, através das Igrejas que dele resultaram, veio trazer uma nova visão e uma nova dinâmica, no panorama evangélico mundial.
A evangelização, com toda a sua dinâmica e nas suas várias vertentes, tornou-se a razão de ser e de estar da Igreja, no mundo. Ganhar os perdidos para Cristo era, agora, a grande preocupação e o trabalho primordial dos crentes pentecostais, cheios do Espírito Santo. Daí o evangelho completo ter chegado até nós, da forma como chegou e como se expandiu no nosso país, através das Assembleias de Deus.
Não nos resta qualquer dúvida que o que motivou os pioneiros, no que concerne aos esforços que fizeram e ao alto preço que pagaram, foi a sua grande visão evangelística. O apóstolo Paulo podia ousadamente exclamar: "Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.” (Act 26:19 NVI).
Todos nós, como gerações mais novas, temos a obrigação de nos lembrar que não aparecemos aqui de “pára-quedas”, mas outrossim somos fruto dessa visão celestial que dominou a vida e motivou o ministério desses valorosos servos de Deus, no passado.

REFLECTINDO NO PRESENTE
Precisamos fazer uma séria e profunda reflexão sobre a nossa condição actual, no que à evangelização diz respeito.

Quanto ao tipo das nossas reuniões.
Temo-nos voltado demasiado “para dentro”, julgo que isto é ponto assente, tanto no que diz respeito aos nossos cultos como às nossas reuniões especiais, bem como até à nossa própria liturgia.
Quanto à nossa liturgia, ela tem-se revelado muito edificativa, o que em si mesmo, não é mal nenhum, mas muitas vezes enferma por falta da vertente evangelística que não é menos importante e necessária, para comunicar a mensagem evangelística, através do canto e da música.
Se é verdade que no passado a nossa liturgia não incluía muito espaço para a adoração, também é uma realidade que no presente está faltando, como deve, a necessária componente evangelística.
Quanto à mensagem evangelística,
Parece-me que a genuína mensagem do evangelho tem estado algo arredada dos nossos púlpitos, o que poderá ter levado a duas situações negativas: os crentes não se sentirem tão motivados a convidar as pessoas para os cultos e, como resultado, um número muito baixo de conversões.
Quanto às nossas reuniões especiais, mais recentes, as mesmas têm-se pautado por um aspecto pouco evangelístico em contraste com outras reuniões que já tivemos, cujo pendor era muito mais evangelístico e por isso com muito melhores resultados no que concerne a conversões.
Quanto à nossa acção evangelística,
Julgo de alguma parte para cá, termos perdido a agressividade, como Movimento Pentecostal. Penso que estamos de acordo quanto à nossa demasiada passividade neste campo. Tal passividade e acomodação têm a ver, no meu entender, com três razões principais, a saber:
Primeiro, os crentes não estarem a dar o devido valor à sua salvação. Quando não valorizamos devidamente a nossa eterna salvação, não podemos sentir a preocupação e a compaixão pela condição dos perdidos.
Segundo, não se ouvir os crentes orarem, como deviam, intercedendo pela salvação dos perdidos. Poderá haver excepções, mas, dum modo geral, esta prática tão salutar não está a ser uma realidade na vida de oração da Igreja.
Terceiro, a notória falta do fogo pentecostal na vida dos crentes e no ministério dos Obreiros. Talvez estejamos a negligenciar o ensino e o incentivo aos crentes do baptismo no Espírito Santo e da vida cheia do Espírito, pois só o poder pentecostal pode torná-los testemunhas vivas e eficazes de Jesus. E nós, Obreiros, não será que precisamos duma nova unção do Espírito para nos dedicarmos mais à evangelização e para desafiar, motivar e treinar os crentes no mesmo sentido?

TESTEMUNHOS