Player da Radio

Mostrar mensagens com a etiqueta Á LUZ DO LIVRO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Á LUZ DO LIVRO. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de abril de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                    GENESIS 18:17–19:5
No ultimo blog estivemos a falar sobre a importância de recuperar uma arte perdida que é da hospitalidade sincera, infelizmente vivemos dias em que as pessoas só receberam alguém se isso lhes trouxer algum beneficio directo, mas com povo português deveríamos recuperar uma das nossas características mais bonitas que é a de receber bem os que visitam a nossa terra. Hoje iremos ver o que aconteceu após essa visita, os versículos 17 a 19: O Senhor perguntou: “Deixarei que Abraão ignore aquilo que vou fazer? Porque a verdade é que ele se vai tornar numa poderosa nação, e virá a ser uma fonte de bênção para todas as nações da terra. Eu escolhi-o, por isso sei que há - de mandar os filhos e todos os da sua casa obedecerem ao Senhor de forma a serem pessoas que pratiquem o que é justo e recto, e a fim de que eu possa realizar tudo o que lhe prometi.” Bem, Deus não quer, prezado amigo, ocultar nada ao seu servo Abraão. Deseja que Abraão tome conhecimento dos seus planos, e dele não pode realmente ocultar nada. Que repercussão teria a destruição repentina de Sodoma, se Abraão nada soubesse a respeito? Naturalmente ele não poderia entender muito o caso, e poderia ter inclusive problema. Deus evitou este possível problema contando para ele o seu plano. Abraão ia formar uma nação através da qual Deus iria abençoar o mundo todo, portanto ele era uma pessoa de muita importância para o trabalho de Deus, no sentido de abençoar os povos. Deus tem grande interesse de comunicar a Abraão o seu plano para com Sodoma. 17/19 O Senhor perguntou: “Deixarei que Abraão ignore aquilo que vou fazer? Porque a verdade é que ele se vai tornar numa poderosa nação, e virá a ser uma fonte de bênção para todas as nações da terra. “ O estado espiritual da cidade de Sodoma, Abraão conhecia, mas não tanto quanto Deus. Só Deus conhecia o estado de moralidade, de corrupção da cidade onde morava o seu sobrinho Ló. Existe, prezado amigo, como que um limite para o pecado do homem, ou para o pecado do povo. Chega a um certo ponto que Deus manifesta o seu juízo. Diz o texto sagrado: Gen 18: 20 Então disse a Abraão: “Dou-me conta de que o povo de Sodoma e deGomorra é extremamente mau, e que tudo o que fazem é perverso. Vou descer lá agora para confirmar isso. Depois vou agir.” Aqui vemos, prezado amigo, Deus ensinando a prudência. Aqui encontramos a prudência divina. Deus não tem presa em destruir uma cidade, cujo clamor já chegou até o céu. Mas o Senhor é benigno, misericordioso, paciente e justo. Ainda vai lá para investigar e ver as proporções dos pecados praticados. Se aquele limite permitido por Deus ainda não foi ultrapassado, então Sodoma ainda terá mais tempo para se arrepender. Se não, será destruída. Não há precipitação, nas acções de Deus. É dado o tempo suficiente para haver arrependimento. Não há pressa. Deus investiga a situação espiritual de cada um de nós Há um limite para a tolerância de Deus. Deus vai até Sodoma, para confirmar o clamor que tem chegado até o céu. Prosseguindo a leitura, vemos o seguinte:Gen.18:22-23 Os homens dirigiram-se então em direcção a Sodoma, mas Abraão continuou ainda na presença do Senhor. E aproximou-se para perguntar: “Vais destruir bons e maus, juntamente?Vemos que o Senhor ficou com Abraão, enquanto os dois anjos foram para Sodoma. E surge em Abraão uma pergunta bem interessante. É esta: Se Deus destrói os justos com os injustos. Este ponto é tão importante para Abraão, que ele vai além e pergunta: Gen18:24 Supondo que encontras na cidade cinquenta pessoas que andam no caminho de Deus, irás destruí-la? Não a pouparás, atendendo a que há lá esse punhado de gente que segue a justiça ? Inicialmente, prezado amigo, Abraão admitia a possibilidade de que em Sodoma poderia haver uns 50 justos. Se havia, queria saber se Deus os destruiria juntamente com os ímpios daquela cidade. Meu prezado amigo, aqui Abraão está talvez cometendo a mesma falta que muitas vezes cometemos de pensar que pode cometer injustiça de uma forma ou de outra. Será que Deus não sabia o que estava fazendo? Será que Deus seria capaz de cometer uma injustiça? Não. Deus sempre sabe o que faz. Ele é justo, e sempre faz justiça. Nós é que ignoramos as razões, porque tantas vezes ele age de uma maneira que achamos injusta. É que somos limitados em nossa maneira de ver, e de julgar as coisas. Deus tem sempre as razões profundas para agir quando e como ele quer. Ele é o juiz de toda a terra. Ele sabe o que faz. Eis o que chegou a dizer Abraão a Deus: Não seria justo que fizesses morrer os rectos junto com os pecadores. Tu nunca tratas da mesma maneira uns e outros. O Juiz de toda a Terra não haveria de agir com toda a justiça?” Ora, prezado amigo, isto não se pode dizer a Deus. Deus é absolutamente sábio e justo. Abraão sabia que Deus era o juiz de toda a terra, e sendo assim, Deus só podia ser um juiz justo, incapaz de cometer qualquer injustiça. Mas a resposta de Deus foi maravilhosa a Abraão, e ao mesmo tempo foi uma resposta de perdão, porque o Senhor não repreendeu ao seu servo por fazer aquele tipo de pergunta. Ele disse: 26 E Deus respondeu-lhe: “Se eu encontrar em Sodoma cinquenta pessoas rectas, pouparei a cidade inteira, por causa delas.” Então Deus afastou da mente de Abraão qualquer ideia de cometer uma injustiça com os possíveis 50 justos que porventura vivessem em Sodoma. Mas aí Génesis começa a pensar, prezado amigo, no número dos justos. Estava achando muito. 50 seria muito. A cidade era toda corrupta, e ele não sabia realmente quantos justos poderiam existir em Sodoma. Abraão não tinha certeza, não tinha nenhuma informação exacta do trabalho, vamos dizer assim, do trabalho de evangelização, que seu sobrinho Ló, e que a sua família havia realizado na corrupta cidade de Sodoma. E assim chega a baixar o número para 45, depois para 40, depois para 30, depois para 20 e chegou até 10. Não podemos precisar o número de pessoas que habitavam na tristemente famosa cidade, mas Abraão não sabe realmente quantas pessoas justas viviam lá. Mas surge aqui uma pergunta: Por que Abraão não chegou a perguntar até 1 por exemplo? É bem possível que Abraão tivesse pensado que a sua família o seu sobrinho Ló e os que com ele estavam teriam permanecido fieis. Talvez por isso Abraão ficou com os 10justos. No capítulo 19 onde encontramos uma série de assuntos. Primeiramente vemos os dois anjos chegando em Sodoma na casa de Ló para anunciar a destruição da cidade e ordenar que Ló, sua mulher e suas duas filhas saiam da cidade. Vemos que Ló deu uma boa acolhida a esses anjos, usou para com eles da melhor cortesia possível, como fez Abraão antes. Não podemos ter a menor dúvida, prezado amigo, quanto a justiça deste homem chamado Ló. A justiça que tinha naturalmente era uma justiça imputada, como de Abraão, quer dizer, pela fé. Mas apesar de não parecer justo, ele o era. É o apóstolo Pedro que numa de suas epístolas sagradas nos tira qualquer dúvida sobre isto, pois o apóstolo diz que Ló não se sentia bem com a corrupção da cidade. O pecado daquela cidade entristecia muito o coração do justo Ló. Então este homem era justo, e prova disto é que Deus o salvou da destruição da cidade juntamente com a sua família. A palavra justo aqui usado para ele é no sentido de crer na justiça divina, não que ele fosse perfeito como vamos observar. Mas, falando em termos Cristãos, achamos que, Ló era um cristão pouco comprometido com Cristo talves fosse á missa ou ao culto de domingo, mas os ensinos de Deus pouco impacto tinham na sua vida e muito menos ele era capaz de influenciar outros a mudar de vida apesar dele não se sentir bem naquela cidade, e de se manter assim mesmo incontaminado, havia da parte dele um certo descuido na vida espiritual da própria família. A família é uma coisa muito importante. O homem é responsável pela boa ordem na sua família. Pode ser isto muito difícil numa cidade como Sodoma, ou num mundo como este em que nós vivemos. Ló deveria ter pensado muito no futuro de suas filhas e de sua própria esposa. A verdade é que Ló resolveu morar em Sodoma apesar de tudo. A influência dos valores da sociedade na nossa vida é muito grande. Deve ele estar sempre apercebido, sempre vigilante. Vamos ler o versículo 2 deste capítulo 19. Eis o que diz: “Meus senhores, venham para a minha casa. Serão meus hóspedes esta noite. De manhã, à hora que quiserem, podem
partir e continuar o caminho.”
Foi assim que falou Ló aos seus visitantes celestiais. Eis a resposta deles: " “Não, ficamos mesmo aqui na rua.”. Diz o texto no versículo seguinte que Ló insistiu para que eles não fossem para a praça, assim entraram para pernoitar na casa de Ló. Era de fato perigoso passar a noite na praça de uma cidade como aquela. Não havia condição. Nas grandes cidades de hoje, já não se podem sair a noite para a qualquer lado. Há perigos. E todos nós sabemos que isto é verdade. Conhecemos os perigos e os crimes das nossas grandes cidades pelo jornal. Existe uma ameaça a população. Os jornais e os diversos meios de comunicação que o digam, os crimes são de vários tipos, e não há segurança para se andar de noite. Foi quando chegou, prezado amigo, a uma situação assim, que Sodoma foi destruída. É como dissemos alguns instantes antes, que o pecado de uma pessoa, de uma cidade ou de um povo tem um limite. Quando chega a este limite, o julgamento de Deus pode vir. Como diz o povo ”a justiça de Deus tarda mas não falha.” É verdade que a justiça divina não é feita aqui na terra no sentido total e absoluto. A justiça divina se expressa hoje por meio de julgamentos parciais, estando reservado para o julgamento final, a aplicação divina da justiça no seu sentido absoluto. Mas, passemos adiante e vejamos o que diz o versículo seguinte Gen.19:5 Quando se preparavam para se deitarem, vieram os sodomitas, os habitantes da cidade, do mais novo ao mais velho, e cercaram a casa, gritando para Lot: “Traz-nos cá fora esses homens que aí tens. Queremos possuí-los!” Aqui está uma cena realmente desagradável e foi escrita com cores suficientemente vivas para que possamos conhecer qual o pensamento de Deus sobre esta modalidade de pecado, para o qual, a própria cidade de Sodoma lhe deu o nome. É terrível a corrupção do ser humano. O homem afastado de Deus chega a ser embrutecido, chega a tornar-se como animal, senão pior. sodomia é a violação de um indivíduo, por um grupo de pessoas. E todas esses violadores acham excitante o sofrimento atrós dessa vitima. Que muitas vezes conduz até á morte. Aqui temos um pecado claramente condenado pela Bíblia, pela Palavra de Deus, pecado que é defendido por alguns que se intitulam de "humanistas", de "sábios", de "cientistas", e até de "religiosos". Esses adjectivos usados, prezado amigo, como estão devem estar entre aspas, porque contra este pecado e contra outras aberrações, estão aqueles que são verdadeiramente sábios em qualquer campo. Levado pelo mesmo sentimento humanista de simpatia, de amor, de compaixão por aqueles que se dizem sodomitas, desta ou daquela classe, levado por este mesmo sentimento, pode se defender qualquer prática desumana ou criminosa porque todas elas são baseadas na natureza decaída e depravada do homem. O que todos nós já sabemos do que é capaz o homem, a pessoa humana, nos leva a pensar, prezado amigo, com absoluta segurança que os que chegam a defender práticas sodomitas, alegando esta ou aquela tara ou doença, podem também defender a prática de outros crimes, como o de roubar, o de matar, porque muitos dos que matam e roubam, têm motivos, têm necessidades mórbidas. Há vários tipos de crime que são praticado para proporcionar uma sensação de prazer. O sádico por exemplo. Tem prazer na crueldade é um sentimento profundamente arraigado na natureza pervertida da pessoa que possui esta deformidade. Não podemos desculpabilizar as pessoas que vivem com estas dificuldades, condenamos os seus actos mas não cremos condenar as pessoas, são pessoas que precisão de se arrepender e abandonar as suas práticas e que precisam de um acompanhamento emocional e espiritual. Precisam de Jesus que é o único que pode transformar o coração do Homem. Uma vez ouvi alguém dizer, não sei precisar quem que o problema principal de Sodoma e Gomorra foi o facto de não haver nem 10 Justos nas suas cidades e não tanto a grande corrupção, pois senão Deus já tinha destruído muitas mais cidades neste mundo, a questão é que os justos, as pessoas que ainda tem uma consciência para ver o que é certo e errado, muitas vezes não estão a fazer o seu papel na sociedade, mostrar qual o caminho para uma vida em melhor, muitas vezes sãos os corruptos que tem acesso aos orgãos que fazem opinião, são pessoas irresponsáveis nas suas relações que falam em nome do amor e dos sentimento dos indivíduos, quando na realidade passam por cima de tudo e de todos para ter uma simples noite de prazer, sem se importar se a mulher com quem estiveram está ou não a ser forçada a viver daquela maneira, por redes mafiosas. Foço um apelo a todos os que ainda se importam com os seus filhos e com um futuro melhor que não seja tão passivo quanto à imoralidade que cruza connosco nos jornais, nas revistas, na T.V. seja você também um formador de opinião, não seja com Ló que tinha os seus valores mas que não influenciava ninguém.
Agora, para terminar, é bom que se diga, prezado amigo, lembrando aquilo que a Bíblia diz, que o homem não é pecador apenas porque pratique este ou aquele pecado, mais ou menos horrível. O homem é pecador porque o é por natureza. Já nasceu pecador, e a Bíblia diz que a não ser que o homem se arrependa dos seus pecados, estará perdido para sempre. O salmista Davi no Salmo 51: 5 ele diz: " Eu nasci pecador, sim, desde o momento em que a minha mãe me concebeu." Então quando o homem nasce, já nasce como o germe do pecado. O apóstolo Paulo, maior intérprete da doutrina cristã, o maior intérprete de Cristo, diz em Rm. 3:23Porque todos pecaram, tendo perdido o direito e acesso à gloria de Deus”. O julgamento veio sobre a cidade de Sodoma para todos os pecadores, menos para Ló e para as suas filhas, porque foram tirados de lá, porque Deus é Bom e não ia condenar o justo com o injusto. E como já dissemos, assim será também no fim dos tempos. Ou o homem está ligado pela fé a Cristo, para se salvar, ou então morrerá eternamente. O apóstolo I João 5:12 diz: "Quem tem o filho, tem a vida, mas quem não tem o filho de Deus não tem a vida." A esperança do homem está em Jesus Cristo. Se ele tem Cristo, ele tem vida eterna, ele tem comunhão com Deus, ele tem uma nova vida. Se ele não tem Cristo, ele está condenado, porque o seu estado é estado de pecado, e o esta oposto a Deus. Cristo é o único meio através do qual, o homem pode salvar-se. É necessário depositar a sua fé em Cristo, aceitando pela fé que a sua morte e ressurreição são a única forma de ter os seus pecados perdoados e de ser reconciliado com Deus. A salvação está ao alcance e todos porque é por meio da fé, não importa a seu passado Cristo pode perdoar qualquer que seja o seu pecado, se se arrepender sinceramente e lhe pedir perdão, e se o seu pecado ofendeu alguém deve de pedir perdão também a essa pessoa que ofendeu. Você pode crer em Cristo, amigo, e ser salvo. Aceite a Cristo agora. Se quiser pode repetir uma oração bem simples de entrega da sua vida a Cristo. Diga a Jesus” Senhor Jesus hoje me arrependo sinceramente dos meus pecados e confesso e deixo esta pratica, quero te aceitar como meu único Senhor e salvador, entrego-te toda a minha vida da qui en diante nas tuas mãos para seres tu a governa-la e te pessoa isto em nome de Jesus. Amém. Se fez esta oração sincera Cristo perdoa-o e recebeu com seu filho, como diz a sua palavra em João 1: 12 Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                     Génesis 18:1 – 16

No ultimo blog  falamos da aliança confirmada entre Deus e Abraão estamos retornando ao livro de Génesis no capítulo 18 onde encontramos uma das histórias bem impressionantes da pessoa do patriarca Abraão. Como vamos ver, ele era muito fiel, que em muitos aspectos serve de modelo para nós hoje. Já no capítulo seguinte, capítulo 19, vemos o sobrinho de Abraão, Ló, vivendo de um modo bem diferente do seu tio, ou pelo menos num lugar bem diferente do de Abraão. São duas famílias bem diferentes. Ló vive em Sodoma, ambiente bem difícil e corrupto imoral. Estava ele num lugar perigoso, cercado de pessoas que não temiam a Deus que já não destinguiam o que é certo do que é errado. Mas, será errado viver num lugar assim? Creio que Não, tudo depende porque razão você vive ai, a Bíblia diz em Mateus 5:13 e 14 que os cristãos devem ser a Luz e Sal do mundo. Ou seja que são eles que devem ser a referencia sobre os princípios de vida em sociedade, sobre verdade, justiça, apoio social, etc... Nós iremos falar muito mais sobre isto quando estivermos no capítulo 19, onde vamos encontrar Ló sendo salvo da destruição de Sodoma e Gomorra. Voltando para o caso de Abraão nesta primeira parte do capítulo 18, vamos encontrá-lo oferecendo uma boa recepção, uma boa refeição aos seus hóspedes. Gen 18:1-2 Mais tarde o Senhor apareceu-lhe outra vez enquanto continuava a viver nos carvalhais de Mamre. E foi desta maneira: Numa tarde quente, quando estava sentado à entrada da tenda, ao erguer os olhos viu três homens que vinham na sua direcção. Apressou-se a ir-lhes ao encontro, acolhendo-os com cordialidade: Mandou trazer pão, leite, manteiga e queijo, um bezerro preparado, e ofereceu a eles uma boa comida, uma festa. Abraão recebeu a todos com uma boa cortesia e hospitalidade. Estava ele hospedando 2 anjos, e o próprio Senhor, como é que nós sabemos isso? podemos ver se analizarmos os textos que se seguem Gen.18:22 Os homens dirigiram-se então em direcção a Sodoma, mas Abraão
continuou ainda na presença do Senhor. e em Gen.19:1 Os dois anjos chegaram nessa tarde a Sodoma. O Senhor continuou a falar com Abraão mesmo depois dos dois anjos terem ido até Sodoma e isso vemos a estas referencias físicas da presença de Deus no V.T. chamamos Cristofanias ou seja é considerado a presença de Jesus no velho testamento, no entanto Abraão num primeiro momento não sabia. No Novo Testamento no livro de Hebreus 13:2 “Não deixem nunca de se amar com amor de irmãos. Não se esqueçam da hospitalidade, porque foi assim que alguns hospedaram anjos, sem o saber”. encontramos referência a sermos hospitaleiros pois alguém que sem saber chegou a hospedar anjos. Pode ser uma referência ao próprio Abraão, no caso que estamos a analisar.
Creio que esta é uma arte a ser recuperada na nossa sociedade, o povo português tem sido desde sempre um povo hospitaleiro, mas infelizmente temos visto que isso se tem vindo a perder quer por causa do aumento da desconfiança quer por causa de um certo individualismo que nos tem afastado dos nossos bons costumes o de receber bem quem quer que cruza-se o nosso país, vemos que nós como povo português se não perdermos o que sempre nos caracterizou como povo, poderemos ser uma boa influencia para uma Europa onde cresce os nacionalismo e as xenofobia, deveremos recuperar algo que nos tem caracterizado como povo e que espero francamente que não percamos não só por ser uma característica nossa do povo português mas e acima de tudo porque é algo que Deus deseja para nós o sermos hospitaleiro. Vemos no versículo seguinte o que disseram esses anjos a Abraão:ver.9 –10, Eles perguntaram-lhe: “Onde é que está Sara, a tua mulher?” “Na tenda”, respondeu. E o Senhor disse-lhe: “Fica sabendo que para o ano que vem, dar-vos-ei, a ti e a Sara, um filho.” Com estas palavras dos anjos, tanto Abraão como Sara reconheceram que estavam hospedando anjos. Até então pensavam que fossem apenas homens, 3 homens. Mas os assuntos abordados por eles, assim bem como outros contactos que Abraão e Sara tiveram com anjos, levaram-nos a descobrir que estes 3 homens também eram anjos. Aí é onde o autor sagrado de um dos livros do Novo Testamento diz que sem saber, hospedaram anjos. Por que Sara estava na tenda, e não presente onde se encontravam os hóspedes e o seu esposo? É que naquele tempo não era costume a mulher aparecer assim diante das visitas, quando fossem homens. As mulheres eram reservadas e não apareciam. Hoje já é diferente. Eram 3 homens, e Sara achou por bem ficar na sua tenda, embora de lá pudesse ouvir a conversa dos homens. E diz o texto que ela riu quando estavam falando do filho que iria nascer no lar de Abraão, um filho de Abraão e Sara. Ela riu. Por que ela riu? Ela riu de gozo, de satisfação, a semelhança do nosso riso, quando Deus nos dá algo que está acima daquilo que merecemos, ou que podemos sonhar. Já recebeu você, prezado amigo, algo assim? Deus tem para nos oferecer muito mais do que aquilo que podemos sentir, do que aquilo que podemos pedir ou imaginar. O seu sorriso, o sorriso de Sara não foi o sorriso da incredulidade, mas da alegria. Por que ela não podia esperar mais ter um filho devido a sua idade avançada, e também por causa da idade de Abraão. Eram velhos. Mas se Deus estava realmente prometendo a ela um filho, isto só podia acontecer por meio sobrenatural. É uma bênção que está acima do que ela podia sonhar. O versículo 11-12 diz: Sara estava a ouvir à entrada da tenda, por detrás dele. Abraão e Sara eram ambos já bastante idosos. E Sara até havia já há muito tempo que tinha cessado o costume das mulheres, que tinha passado o tempo em que podia ter filhos. Por isso começou a rir-se para consigo e a pensar: “O quê? Uma mulher da minha idade poder ainda ter a alegria de lhe nascer um menino? Tanto mais com um marido já tão velho como o meu!” Sara sorriu ou de alegria ou de incredulidade, eu creio que ela sorriu de incredulidade pois no ver. 15 diz que ela negou que tinha rido porque estava com medo, pois reconheceu que era o senhor que havia falado e foi confrontada com a sua incredulidade, ela já era de muita idade, assim como Abraão, e como se não basta-se a sua incredulidade, houve outro erro que Sara cometeu neste caso. Sabe qual foi? É que ela negou aos anjos que havia sorrido. Ela mentiu. mentiu por medo, quais são as razões que o levam a mentir a si, isso desagrada a Deus. Ele sabe tudo até o mais profundo dos nossos ser, todos os nossos pensamentos e sentimentos, por isso podemos ser francos connosco mesmo e com Deus sobre as nossas duvidas até podemos confessar a nossa falta de fé, Deus virá em nosso auxilio, algumas pessoas que nos escutam talvez pensam como seria bom ter fé se é esse o seu desejo a Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus se deseja ter mais fé continue a ouvir o nosso programa e a estudar mais a sua Bíblia. Sara poderia ter confirmado a pergunta do anjo. Sorri, ela deveria ter dito a verdade. Abraão também sorriu. Gen.17: 17 Mas ela mentiu. Era verdade, ela havia sorrido, mas porque ela chegou a negar? É porque teve medo. ficou pior a emenda do que o soneto, como diz o povo. Ela poderia ter dito: Sim sorri. no versículo 16 lemos o seguinte: Contudo eles insistiram e corrigiram-na: “Sim, é claro que te riste.” Depois levantaram-se e continuaram na direcção de Sodoma. E Abraão acompanhou-os uma parte do caminho. Bem, aqui temos Abraão despedindo-¬se dos seus hóspedes, e indo com eles. Abraão é cortes com eles o tempo todo, É um bom exemplo a ser imitado, não é verdade. No próximo blog iremos ver aonde estes dois anjos vão e o que vão fazer, ainda que Abraão continua na presença de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                         Génesis 17


Prezado amigo, Hoje no nosso estudo da Bíblia vamos para o versículo 8 do capítulo 17 de Génesis. Como devem estar lembrados, dissemos que este capítulo 17 era um dos capítulos mais importantes do livro de Génesis e de toda a Bíblia. Aqui Deus fala do seu concerto com Abraão treze vezes. As promessas de Deus feitas a Abraão incluem dois aspectos: O primeiro aspecto é a descendência e o segundo a terra. Abraão teria uma grande descendência e teria também a terra que “mana leite e mel”. O versículo 8 diz: "Dar-¬te-ei e a tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Cana, em possessão perpétua, e serei o seu Deus". Vemos aqui um ponto importante neste concerto. Deus diz o que fará. Isto quer dizer que Deus tem todo o plano em suas mãos. O cumprimento das suas promessas e do seu concerto não iria depender de Abraão, mas de Deus. Daí a importância dessa aliança. Tudo aquilo que depende apenas do homem está sujeito a falhas e ao fracasso. Vemos ainda que esse concerto é perpétuo. Ou seja, não é apenas válido até a morte de Abraão. Este conserto vai continuar após a morte de Abraão. O contrato é feito também com a sua descendência, embora ela não exista ainda. Não nos esqueçamos de que no concerto Deus prometeu a terra de Cana e uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu. É possível que a terra que Deus prometeu a Abraão só seria habitada pelos judeus mediante certas condições. Nós sabemos que o povo judeu já habitou essa terra três vezes e por três vezes teve de sair dela. A primeira vez foi quando entraram no Egipto: A nação ainda estava em formação, com apenas setenta pessoas. Podemos dizer que a nação de Israel gresceu no Egipto, porque para lá entraram setenta pessoas e saíram um milhão e meio, porque era escravizado por Faraó. Alguns anos mais tarde o povo sai da terra da promessa quando é levado para o cativeiro para a Babilónia, onde passa setenta anos. Porquê que o povo foi submetido a um castigo tão prolongado? Por causa da sua desobediência a Deus, por causa da idolatria. Depois o povo sai novamente da terra prometida no ano setenta da era cristã. Desta vez por ter rejeitado Jesus Cristo. E agora o povo de Israel está voltando a sua terra, já como uma nação e um estado organizado. Três vezes o povo saiu da sua terra, e por três vezes o povo regressa, talvez definitivamente, porque mais cedo ou mais tarde Cristo virá para estabelecer o seu reinado durante o milénio. Vamos ler os versículos 9 e 10: "Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é minha aliança, que guardarás entre mim e vós, e a tua descendência todo o macho entre vós será circuncidado". Este texto fala-nos da circuncisão. Seria esta a maneira de proceder para se fazer parte da aliança? Certamente que não. Era antes algo a observar, já que fazia parte da aliança. Ela já existia. Eles já faziam parte dela. E porque fazem parte da aliança, então os homens devem ser circuncidados. Este ponto é muito importante, e nos lembra o fato das boas obras. Muitos se perguntam se as boas obras não são necessárias para a salvação. A resposta da Bíblia é: "não!" Nós não precisamos das boas obras para sermos salvos. As boas obras não nos podem salvar. Elas são o fruto da nossa salvação. Da mesma forma que os meninos israelitas deviriam ser circuncidados ao oitavo dia, não para fazerem parte da aliança, mas porque pertenciam a aliança, também nós devemos praticar as boas obras, não para que sejamos salvos ou participantes do reino de Deus, mas porque já somos salvos e já fazemos parte do seu reino. Este é o ponto muito enfático nas Escrituras. Quando era rapazinho, tive oportunidade de fazer muitas coisas erradas. Mas eu sabia que se as praticasse, estaria ofendendo muito a meu pai, que. Eu sentia a minha consciência me dizendo que eu era filho de um pai zeloso, e bom, que sempre primou pela minha vida moral e espiritual. Então, por que foi que deixei de cometer aquelas coisas erradas? Para ser filho de meu pai? Não. Porque já era. Esse meu estado de filho, era o que me impedia de fazer o que era errado. A epístola aos Efésios do apóstolo Paulo diz: "Pela graça sois salvos. Por meio da fé. Isto não vem de vós. É dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie." E logo em seguida no versículo seguinte, o apóstolo diz: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras." Então não fazemos as boas obras para sermos salvos, mas as fazemos porque somos salvos." A circuncisão era uma evidência de que a criança do sexo masculino estava dentro mesmo daquela aliança feita por Deus a Abraão. Os que nasceram em Cristo fazem as boas obras como uma evidência de que são filhos de Deus. Então em Israel "o que tem oito dias será circuncidado," pois é filho de Abraão, está dentro daquela aliança a qual pertenceu Davi. Lemos mais: "Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; a minha aliança estará na vossa carne e será aliança perpétua." Aqui continua o mesmo pensamento que já expomos. A aliança faz parte da carne deles, e por isto a circuncisão deve ser praticada. É o caso da pessoa que só pode participar de uma igreja como membro se já é crente. Isto de querer pertencer a uma igreja para se tornar uma crente ou um crente, está errado. Há gente que se filia a uma igreja evangélica para se salvar. Bem, qualquer pessoa pode frequentar os cultos, cantar, assistir a escola dominical e ter outras oportunidades e privilégios. Mas isto não quer dizer que tal pessoa esteja salva. A salvação deve vir primeiro. Torna-se membro de uma igreja evangélica não é garantia para ninguém de que esteja salvo. Não se deve nunca inverter a ordem. A carroça nunca deve ir na frente do boi. Se a ordem não altera os fatos em outros campos, aqui altera completamente. O versículo 14 diz: "O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança." É interessante que ninguém pode anular este concerto. Quando diz aqui que o homem pode quebrá-lo, quer dizer que o homem pode não cumpri-lo, mas neste caso o único prejudicado é o homem, porém o concerto permanece de pé, porque ele é um concerto perpétuo, feito por Deus a Abraão e a sua descendência. O transgressor é eliminado do meio do povo de Deus, mas o concerto ou aliança fica de pé. Se a nação toda transgredir? Bem, a nação inteira já chegou a transgredir quando saiu do Egipto, e ela sofreu as consequências disto. Mas o concerto de Deus persistiu inalterável e válido. Não foi diminuído em nada. Quem transgride a aliança de Deus é quem sofre, mas o concerto em si nada sofre, e é uma benção para todos os que observam. Vamos ler os versículos 15 e 16: "Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoa-la-ei e dela te darei um filho: sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis e povos, procederão dela. Então se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará a luz Sara com seus noventa anos? O amigo deve ter notado que antes mesmo de chegarmos aqui, onde vemos o nome da esposa de Abraão mudado de Sarai para Sara, já estávamos usando o nome Sara. Isto fizemos porque se começássemos usando o seu primeiro nome, Sarai, iria receber muitas cartas perguntando-me porque havia mudado o nome de Sara. Então para evitar isto comecei logo a usar o seu último nome por ser mais conhecido. Aqui vemos Deus comunicando a Abraão o nascimento de um filho. Foi uma notícia muito agradável para Abraão. Diz o texto que ele chegou a rir, dizendo que tinha cem anos e Sara noventa. O seu sorriso não foi de incredulidade, nem de ironia. Mas foi um sorriso de alegria e de satisfação. Um homem como Abraão naquelas alturas do seu desenvolvimento espiritual, não duvidaria do poder e da misericórdia de Deus. Todos nós, já tivemos numa ou noutra ocasião motivo de rir assim como Abraão, depois de recebermos algo simplesmente maravilhoso das mãos de Deus, que não seria possível de outra forma. Temos de lembrar aqui novamente que os impossíveis dos homens são os possíveis para Deus. Ele não conhece impossibilidade. Nada é impossível para Deus e o que Ele promete cumpre. Falando sobre a salvação que é também pela fé, o apóstolo Paulo faz referência a este fato da vida de Abraão e diz assim: "Essa é a razão porque provém da fé, para que seja segunda a graça, a fim de que seja firme a promessa, para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão, porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: Por pai de muitas nações te constitui, perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as cousas que não existem. Abraão esperando contra a esperança, creu, para vir a ser o pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou da promessa de Deus, por incredulidade; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de Ele era poderoso para cumprir o que prometera." Voltemos ao texto do Génesis e vejamos o que Deus diz a Abraão. Vamos ler agora os versículo 18 até o 21: "Disse Abraão a Deus: Oxalá viva Ismael diante de ti. Deus lhe respondeu: De fato Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque: Estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência. Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-¬lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerarão doze príncipes, e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará a luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano." Como podemos ver diante da clareza com que Deus falava a respeito do filho da promessa, Abraão se lembra imediatamente do seu filho Ismael. Bem, seja como for, temos de nos lembrar de que de qualquer forma Ismael era seu filho. Deveria ter uns catorze anos quando Isaque nascesse e Abraão deveria amá-lo muito. Agora está perguntando a Deus o que vai acontecer com Ismael. Deus promete fazer dele uma grande nação, mas persiste no seu plano de que o filho da promessa é o menino que vai nascer, o qual terá o nome de Isaque. Deus não altera os seus planos, nem vai adaptá-los para remediar a má situação criada com a falta e pecado de Abraão. A presença de Ismael seria o problema permanente para o menino que iria nascer. E de fato o foi. Grandes dores de cabeça teve Abraão por causa de Ismael. Certamente ele reflectiu muito a respeito do seu pecado e do erro de ter trazido aquela serva do Egipto para Canaã com eles. Porém tudo é demasiado tarde e o velho patriarca tem que sofrer as consequências do seu pecado. As leis de Deus são infalíveis. Eis o que diz a Bíblia, a Palavra de Deus: "De Deus não se zomba. Tudo o que o homem semear, isto também ceifará." Abraão tinha de colher aquilo que semeou. Por isto vemos que Deus não aprova poligamia. Aliás em tempo nenhum Deus aprovou a poligamia. Ismael fruto do pecado de Abraão, que tem trazido para o mundo muitos problemas, e de um modo especial para o próprio povo de Israel. Lá estamos vendo os descendentes de Ismael e os descendentes de Isaque, ambos filhos de Abraão ainda brigando. Apesar de Deus ter cumprido a sua promessa sem fazer nenhuma alteração nos planos iniciais, vemos os descendentes de Abraão, os próprios filhos da promessa, sofrendo as consequências do seu erro. Amigo, não há quem diga que o pecado não tem importância na vida de uma pessoa ou de uma nação. Há quem negue a própria existência do pecado. Mas quem pensa assim está completamente enganado. O pecado existe e é terrível. Ele causa devastação. As tragédias que a história da humanidade assiste através dos tempos são as manifestações do pecado. Não se pode negar a existência e a realidade do pecado se vivendo num mundo como este. Pagamos muito caro o nosso pecado. O apóstolo Paulo diz na sua epístola aos Romanos que "o salário do pecado é a morte." Felizmente ele acrescenta logo em seguida: "Mas o dom gratuito de Deus é a salvação é a vida eterna, em Cristo Jesus." Vamos agora ler o versículo 22: "E, finda esta fala com Abraão, Deus se retirou dele, elevando-se." Aqui temos uma lição muito importante. Abraão estava pedindo a Deus que usasse Ismael naquele seu plano de formar uma nação através da qual pudesse abençoar todas as nações da terra. Ismael já estava crescido, com uns treze anos, Abraão como pai, o amava, mas Deus continuou firme falando em Isaque, que Ele disse que chegaria dentro de um ano. E depois de esclarecer o assunto, então deixa Abraão e se vai. Quer dizer, Deus não responde a oração de Abraão. Nós sabemos que nem todas as orações Deus responde. Chegamos a pedir a Deus aquilo que vai dar certo para nós, nem para o trabalho de Deus. Nunca seremos atendidos em orações assim. Muitas vezes Deus nos responde, dizendo: "não." Não é preciso dizer que em muitas outras ocasiões Deus nos diz "sim." As orações do próprio Abraão foram respondidas positivamente por Deus. Mas não pensemos que tudo o que pedimos ao Senhor Ele vai nos dizer: "sim." Especialmente quando o que pedimos esteja envolvido com interesses egoístas ou envolvidos em erros e falhas. Deus sabe melhor do que nós o que realmente precisamos, ou então como melhor pode encaminhar os assuntos do seu reino. Devemos ter muito cuidado com os nossos pedidos de oração. A verdade é que o texto diz aqui que Deus se foi e Abraão ficou só. Agora vejamos o que dizem os versículos seguintes: "Tomou, pois, Abraão a seu filho Ismael, e a todos os escravos nascidos em sua casa, e lhes circuncidou a carne do prepúcio de cada um, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara. Tinha Abraão noventa e nove anos de idade, quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio. Ismael seu filho era de treze anos, quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio. Abraão e seu filho Ismael, foram circuncidados no mesmo dia." E também foram circuncidados todos os homens de sua casa, assim os escravos nascidos nela, como os comprados por dinheiro ao estrangeiro." Aqui vemos o cumprimento da Palavra de Deus. Todos eles vivem na casa do patriarca e todos devem ser circuncidados. Inclusive Ismael. Agora você pode perguntar: e por que Ismael tinha de se circuncidar, se ele foi excluído do plano de ser o filho da promessa? Bem, Ismael foi circuncidado como também o foram todas as demais pessoas do sexo masculino que viviam na casa de Abraão. E podemos lembrar que a Ismael Deus prometeu uma grande nação, promessa que foi cumprida fielmente. Agora não seria ele o filho da promessa, de cuja descendência surgisse a nação escolhida, por meio da qual salvasse o mundo, por meio de Cristo e da Bíblia. Os oráculos de Deus, os escritores da Bíblia, quase todos são judeus. Indiscutivelmente Deus tem usou o povo escolhido para ser uma benção a todas as nações da terra. Como disse Jesus no evangelho de João 4: 22 nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus, sem duvida alguma Deus cumpriu a sua promessa na pessoa de Jesus Cristo, no próximo blog iremos continuar a falar sobre esta relação que Deus estabeleceu com Abraão.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                           Génesis 16


Vamos agora, amigo, voltar ao capítulo 16 de Génesis onde encontramos Abrão diante de um novo teste no qual chega a fracassar. Neste capítulo nós temos a falta de fé de Sara, e também de Abrão. Temos aqui o nascimento de Ismael. Este capítulo é por isso um capítulo desencorajador, especialmente depois que passamos pelo capítulo 15, onde Deus faz uma aliança com Abrão.


E a Bíblia não deixa de registrar nas suas páginas os erros dos seus grandes personagens. Aqui temos o homem da fé falhando e a sua falha é grande. Vamos ler o versículo primeiro deste capítulo 16 para que o amigo tome conhecimento da falta de Abraão. Eis o que diz o primeiro versículo : "Ora, Sarai, mulher de Abraão não lhe dava filhos. Tendo porém uma serva egípcia, por nome, Hagar..." Bem como já dissemos antes noutro programa, Abrão trouxe do Egipto duas coisas perigosas, riqueza e uma empregada egípcia. Diz mais o texto: "Disse Sarai a Abraão: Eis que o Senhor me tem pedido de dar a luz filhos. Toma pois a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abraão anuiu ao conselho de Sarai." Aqui está, prezado amigo, o grande erro de Abraão. O que aconteceu aqui era uma coisa muito comum naqueles dias, quando a esposa não tinha filho, por ser estéril, então o marido podia procurar filhos por meio de uma empregada, de uma serva. Mas isto estava completamente errado aos olhos de Deus. Abraão estava errado. Ele acedeu ao plano de sua própria mulher. Ele tinha recebido uma promessa directa Deus não tinha que ouvir a sua mulher com uma sugestão de contornar os planos de deus. Deus não aprova isto. os costumes que são habito para os outros não formam lei para o cristão, ainda que todos estejam praticando normalmente uma certa coisa. Se houver uma lei, ou um princípio divino contra tal coisa, o cristão deve obedecer a Deus e não às praticas ainda que da maioria. O que é norma de vida para os outros pode ser pecado para o crente. A sua norma é sempre a mesma, a Palavra de Deus. E quando o homem desobedece a Palavra de Deus então está pecando. E o pecado produz o sofrimento. Aqui no caso de Abraão, as consequências desastrosas não demoraram aparecer, e ainda se vê hoje a consequência dessa desobediência nos conflitos que diariamente se ouvem no médio oriente. diz o texto. Gen.16:3 "Então Sarai, mulher de Abraão, tomou Hagar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abraão, seu marido, depois de ter ele habitado dez anos na terra de Canaã. Ele a possuiu e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada. Disse Sarai a Abraão: "Seja sobre ti a afronta que se faz a mim. Eu te dei a minha serva para possuíres, ela porém vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o Senhor entre mim e ti." Como vemos, prezado amigo, o arranjo de Sara como seu marido não produziu bom resultado, como era de se esperar. Agora, já está todo mundo sofrendo, Abraão, Sara e a empregada. O pecado é exactamente assim. No caso aqui parecia não ser pecado, porque o que eles resolveram fazer era o caminho que todos naquele tempo tomavam, era uma coisa normal. Mas Deus não aprovava isto, aos olhos de Deus o que fizeram foi errado. Sara estava já com os seus 80 anos, e Abraão com 90. Sara achava difícil o cumprimento da promessa de Deus, então talvez achassem que aquele caminho que eles tomaram era um caminho perfeitamente permitido por Deus. Isto naturalmente era falta de fé em Sara, porque foi ela que sugeriu a Abrão aquele plano. E Abrão errou porque deixou-se levar pela palavra da sua mulher. Ele poderia ter recusado o plano da mulher, porém cedeu a ela, e então o pecado foi praticado, e as consequências, todos agora sofrem. Abrão já velho agora está com o coração quebrado com um problema que poderia ter sido evitado. Sara está sendo desprezada pela sua própria serva, e Abrão diante de um problema realmente difícil de ser resolvido. A Bíblia registrou este caso para mostrar quão terrível é o pecado, seja ele qual for, parecia uma coisa perfeitamente normal, porque todos faziam assim. Mas não se brinca com o pecado, não se brinca com fogo, os problemas surgiram logo. O pecado pode ser praticado num instante, mas as suas consequências duram muito, e o Espírito Santo deixou tudo registrado nas páginas da Bíblia para o nosso ensino. Quando Deus registrou na Bíblia este caso é para nos mostrar que todos somos faliveis e como devemos evitar cair nesses erros. Todos os fracassos, todas as falhas dos homens registrados na Bíblia, tem o objetivo de nos mostrar que os nossos actos todos eles tem consequências. Nós temos de imitar, as virtudes e evitarmos os seus erros e isto para nosso bem. A Bíblia não somente narra casos de pecados e de quedas, mas de santidade, e de vitória espiritual. Deus levanta os caídos, e os põe de pé de novo. Não existe livro, neste mundo que tenha um poder tão grande para restaurar o homem como a Bíblia. A Bíblia chega mesmo a dizer que o justo pode cair, mas não fica prostrado. Ele se levanta, para andar com mais firmeza do que antes. O apóstolo I João 2: 1 diz: "Filhinhos, não pequeis, se porém alguém pecar, temos um advogado junto ao pai Jesus Cristo o justo." Eis, prezado amigo, aqui o poder de reabilitação do crente, o poder que põe o homem novamente para andar em santidade e pureza. Ninguém deve perder a esperança, quando existe um Deus tão poderoso e tão cheio de amor, sempre pronto para erguer o fraco, para perdoar o pecador, para salvar o perdido. O amor de Deus pelo pecador é enorme. Não há medida para o amor do pai celestial, porque o seu amor é infinito. Em qualquer momento que o pecador se arrepende dos seus pecados e se volta para Deus, então encontrará sempre perdão. Esta mensagem é para você, prezado amigo. Se você quiser voltar hoje mesmo para Deus, ele o receberá com alegria, assim como qualquer pai amoroso recebe o seu filho que volta para casa arrependido, confessando o seu erro. No versículo 6, vemos Sara sugerindo a Génesis que tome a sua serva Hagar afim de suscitar-lhe um filho. Uma prática que estava perfeitamente dentro dos costumes daqueles tempos. Mas, apesar de se tratar de um costume assim, aceito por todos naquela época, Abrão não poderia praticá-lo. As implicações morais existiam, e as consequências do pecado não seriam afastadas. O que é considerado normalidade para muitos não significa que seja normalidade para Deus. Aquela prática não era aprovada por Deus. Abrão e Sarai tinham vivido em Ur da Caldeia, em que esta prática era comum, e muitasa vezes a nossa tendencia é fazer como a maioria faz, mas nem sempre a maioria está correcta e isso deve alertar-nos. Mas, a causa verdadeira daquela atitude de Abrão e de Sara, foi a falta de fé em Deus. Se tivessem crido mesmo em Deus, tudo seria diferente. A incredulidade, é a grande responsável pelos pecados dos homens. Vejamos como o pecado provoca outro pecado. Vejamos como a falta produz outra falta. Quando a empregada concebeu, então começou logo a desprezar e a zombar de Sara. Sara que havia sido a autora da ideia de se arranjar um filho por aquele meio, agora Sara se sente muito infeliz, e se queixa a Abrão lamentando o que aconteceu. Inclusive, lançando a culpa sobre ele. Bem, ela reconheceu também a sua culpa. Agora vejamos o que respondeu Abrão: "A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer. Sara humilhou-a, e ela fugiu da sua presença." Aqui está, outro erro que eles cometeram. Depois que praticaram o primeiro erro, agora já é mais fácil cometer outros. É como diz o escritor sagrado: "Um abismo chama outro abismo." Agora Sara já acha que pode espancar a criada. Abrão por sua vez acha que Sara pode castigar a empregada como quiser. Deus não aprova, um atitude assim, mesmo num homem como Abrão. Deus não faz distinção de pessoa. Ele condena o erro na vida de qualquer pessoa. Vejamos agora como Deus vem proteger Hagar, após ter ela fugido da casa de Sara, sua senhora. "Tendo-a achado, o anjo do Senhor junto a uma fonte de água no deserto, junto a fonte no caminho de Sur, disse-lhe: Hagar, serva de Sarai: Donde vens? Para onde vais? Ela respondeu: Fujo da presença de Sarai, minha senhora. Então lhe disse o anjo do Senhor: Volta para a tua senhora, e humilha-te sobre as suas mãos. Disse-lhe mais o anjo do Senhor: Multiplicarei sobremodo a tua descendência de maneira que, por numerosa não será contada." devemos aprender, com este caso a seguinte lição: "Quando somos desprezados e injustiçados pelos homens e até por aquelas pessoas que são reputadas justas, então somos acolhidos pelo Senhor, por Jesus Cristo, que nunca falha, que nunca muda, e só Ele é realmente justo e bom. Disse o anjo: "Volta para a tua senhora, e humilha-te sobre as tuas mãos." Apesar do caso de Hagar ter sido real, um drama que fala aos nossos corações para nos ensinar que, aqueles arranjos humanos, aqueles pecados e injustiças não devem ser realmente praticados, aprendemos também a respeito do grande amor de Cristo pelos perdidos, e ainda mais: O apóstolo Paulo usa o caso para nos ensinar uma verdade ainda mais importante, que é a respeito da lei e da graça. Como já vimos no programa anterior, o apóstolo Paulo fala sobre este caso na sua epístola aos Gálatas cap. 4, mostrando como sendo uma alegoria, em que Hagar representa a lei e Sara, a graça a bondade de Deus. Sara representa aqui a graça por ser a esposa livre de Abrão. Hagar apontava para a lei que foi dada no Sinai, após os judeus terem saído do Egipto. Os judeus se tornaram servos da lei, e tinham de viver escravizado por ela, mas Sara representava a oferta de Deus que nos veio por meio de Jesus Cristo. Nesta epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo nos fala que não estamos debaixo da lei, mas debaixo desta bondade de Deus. O texto continua e diz no versículo 11-12"Disse-lhe ainda o anjo do Senhor: Concebeste, e darás a luz a um filho, a quem chamarás Ismael, porque o Senhor teu acudiu na tua aflição.” Ele será entre os homens, , ele será entre os homens como um jumento selvagem. A sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele. E habitará fronteiro a todos os seus irmãos." Estamos diante de palavras bem interessantes, porque os árabes, que são os descendentes de Ismael, continuam morando juntos dos judeus, que são os descendentes de Isaque, filhos de Sara. Tantos os árabes como os judeus são filhos de Abrão. Os árabes por meio de Hagar, e os judeus por meio de Sara. E em cumprimento às palavras de Deus, transmitidas por meio do anjo naquele tempo, os árabes continuam morando junto dos judeus, e continuam sendo uma mão forte contra os judeus, e os judeus contra eles. O versículo 13: "Então ela invocou o nome do Senhor que lhe falava: Tu és Deus que vê, pois, disse ela, não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?" Aqui vemos, prezado amigo, esta pobre mulher sendo contemplada por Deus. Ela se alegra com a manifestação do amor de Deus, vemos como Deus salva Hagar, que estava no deserto, que tinha fugido, que estava perdida. É Deus, vai ao encontro das nossas necessidades, Deus procura-nos quando estamos em perigo. "Tu és Deus que vê." Deus está sempre atento à nossa vida e ao nosso caminhar, as coisas não acontecem por sorte ou acaso, Deus é aquele que vê, e Ele quer dar-se a conhecer ainda que ninguém o possa conhecer a Deus na sua totalidade pois Ele é infinito, e nós finitos, jamais poderemos chegar a conhecer a Deus tal como Ele é. Porém, conhecê-lo mesmo parcialmente é a coisa mais importante para o homem e mulher, e Deus quer que o conheçamos, por isso nos tem providenciado meios tão eficazes como a natureza, as Escrituras Sagradas e o seu próprio Jesus Cristo que veio até nós, e morreu na cruz por nós.


Os dois últimos versículos do capítulo 16 dizem que Ismael nasceu, o filho de Abrão com Hagar. Eis o que lemos aqui: "Hagar deu a luz um filho a Abrão, e Abrão a seu filho que lhe dera Hagar, chamou-lhe, Ismael. Era Abrão de 86 anos quando Hagar lhe deu a luz Ismael." Vamos recapitular um pouco o que já dissemos sobre Abrão. Já dissemos que Abrão foi provado. Dissemos que Deus lhe apareceu sete vezes. Falamos sobre os fracassos e sucessos da sua vida. Dissemos que ele foi testado 7 vezes. Mostramos que Deus chamou a Abrão de Ur dos caldeus, dizendo que ele deixasse os seus parentes. Abrão obedeceu a Deus, porém parcialmente. Como homem que era, tinha fraquezas e era imperfeito. Mas pelo menos Abrão saiu de Ur. Vemos que ele chegou em segurança na terra de Canaã onde Deus lhe deu uma grande promessa. Então surgiu uma grande fome na terra de Canaã. e Abrão fugiu para o Egipto, e lá adquiriu riquezas, e também essa serva sua chamada Hagar, sobre a qual estamos falando. Tantos as riquezas, como esta criada, se constituíram grandes obstáculos para a sua vida. A riqueza constituiu-se num grande teste para Abrão. A riqueza é um grande teste para a vida de muita gente. Abrão sem dúvida foi muito generoso, foi muito liberal, nunca chegou a sofrer um fracasso assim total com o teste do dinheiro. Mas nós vamos vê-lo separando-se do seu sobrinho Ló por causa de suas riquezas. Mas ainda aí vamos notar a sua liberalidade porque deu a Ló a liberdade de escolher o lado ou a parte da terra que ele deseja-se. Vemos depois Abrão enfrentando o teste da guerra, quando lutou contra os reis que levaram o seu sobrinho Ló, assim bem como os reis de Sodoma e de Gomorra. Abrão foi vitorioso, e o verdadeiro teste desta guerra, prezado amigo, veio depois, ao qual ele venceu maravilhosamente. Foi quando o rei de Sodoma veio lhe oferecer os bens, os despojos que haviam sido ganhos na batalha. Abrão rejeitou dizendo que não queria ficar rico com aquele tipo de riquezas. Esta grande vitória de Abrão foi devido principalmente ao encontro que ele teve com o sacerdote do Altíssimo chamado Melquisedeque. Deus havia prometido a Abrão um filho, e uma descendência tão grande que seria maior do que o número das estrelas do céu. Mas quando eles viram que a promessa de Deus não se cumpria, quando Sara e Abrão notaram que Deus estava demorando no cumprimento da sua promessa, então acharam que poderia arranjar a criança de outra forma. É quando surge o caso que estamos comentando aqui que é o caso de Hagar. Abrão terá mais dois testes, mais duas provas que são: A da destruição de Sodoma e Gomorra, e depois a oferta de Isaque, o seu filho. Depois de apresentarmos este quadro sobre a vida de Abrão, voltamos para o texto do capítulo 17 de Gen.. Este é um dos capítulo mais importante, do livro de Génesis. Aqui temos Deus mudando o nome de Abrão. Até aqui ele é chamado Abrão, porém agora Deus lhe diz que o seu nome será Abraão. O primeiro nome Abrão quer dizer: Grande pai. Porém o segundo quer dizer: Pai de multidões. Deus também se revela a Abraão com outro nome que é El-Shaddai, que quer dizer: Deus Altíssimo. Aqui Deus diz a Abraão que o seu filho Ismael não é o herdeiro, não é o filho da promessa, mas que seria o filho da sua esposa legítima. Deus diz a Abraão que a sua descendência será grandemente numerosa, e que a sua aliança firmada com ele seria perpétua. Então vemos aqui Deus reafirmando a sua promessa, e a sua aliança com Abraão. Este capítulo deixa claro que Ismael não é o filho da promessa. Este é o ponto realmente importante neste capítulo. Agora vamos ler o primeiro versículo deste capítulo que diz assim: "Quando Abraão atingiu a idade de 90 anos, apareceu¬-lhe o Senhor." Eu acho que Abraão tinha 86 anos de idade quando Ismael nasceu, e Isaque só apareceu 13, ou 14 anos mais tarde. Aqui lemos que quando Abraão tinha 99 anos, Deus lhe apareceu para lhe falar a respeito do filho de promessa que não era Ismael. Deus aqui se identifica dizendo: "Eu sou o Deus Todo¬Poderoso, anda na minha presença, e sê perfeito." É isto, prezado amigo, o que Deus requer de todos nós. Encontramos aqui Deus falando muitas vezes sobre o seu concerto. 13 vezes encontramos Deus falando neste capítulo sobre a sua aliança. Isto é muito importante. Esta grande ênfase tem a finalidade de fixar bem na mente de Abraão a infalibilidade de Deus. O que Deus promete, faz. Ele nunca falhou, nem falhará nas suas promessas. Nós falhamos em crer nas suas palavras, nós falhamos naquilo que prometemos, porém Deus nunca falha. A sua aliança formada com Abraão estava sendo reafirmada. Era fácil Abraão fraquejar na fé como chegou a fazer algumas vezes, porém Deus procura deixar muito claro para ele que a sua aliança é perpétua. Tudo ia acontecer exactamente como Deus havia dito. E Deus cumpriu tudo o que havia realmente prometido. Abraão creu no que Deus lhe havia dito. Ele firmou-se agora, prezado amigo, nas palavras do Senhor. Eis o que diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos Romanos 4:19-22 "E sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de 100 anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas pela fé se fortaleceu dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isto lhe foi também imputado para a justiça." Aqui estamos diante de um homem poderoso na sua fé. Realmente um homem com aquela idade de 99 anos, e a sua mulher com a idade de 89, não podia esperar mais gerar nenhum filho, estavam fora de qualquer possibilidade, mas Abraão creu que Deus podia cumprir a sua palavra. Apesar de crer que humanamente falando não havia condição nenhuma. O caso aqui não é se está ou não fora de tempo, se é possível ou não. O que estava em jogo, prezado amigo, era a fé de Abraão, porque para Deus tudo é possível. E esta fé, o grande patriarca manteve firme. Deus lhe disse que cumpriria com a sua promessa. Já fazia muito tempo que o Senhor lhe havia prometido, e ainda não havia acontecido nada, senão o aparecimento de Ismael, que foi resultado de um fracasso na fé de Sara principalmente. Mas agora com a presença de Deus e com a confirmação da sua aliança com Abraão, e também Deus tendo confirmado a sua promessa a Abraão, de ter um filho por meio da sua esposa legítima, Sara, então a sua fé firmou-se para sempre. Não há mais lugar para fraquezas. Abraão está disposto a esperar pelo Senhor que nunca falha. Aqueles que tomavam conhecimento do assunto só podiam achar tudo muito ridículo. Vamos admitir que Abraão tivesse recebido um grupo de negociantes que descia para o Egipto, o que era muito comum naquele tempo. Em nossos dias não é muito comum se hospedar gente assim, estranha, achamos até perigoso. Ninguém hoje em dia quer receber estranho em sua casa. Mas naquele tempo era muito comum hospedar quem quer que fosse. Então, vamos admitir que Abraão tenha recebido uma caravana de negociantes que está descendo para o Egipto. Então esses negociantes perguntaram como era o seu nome, como era o nome do dono da casa. Abraão disse que antes o seu nome era Abrão, que quer dizer: Grande Pai, mas que agora o seu nome é Abraão que quer dizer: Pai de Multidões. Então os seus hóspedes perguntaram: Quantos filhos você tem? Abraão disse: Olha, para falar a verdade eu não tenho nenhum senão aquele filho da minha serva Hagar chamado Ismael. Certamente aqueles negociantes achariam aquela história muito engraçada, porque jamais chegariam a entender o que Abraão estava lhes dizendo. Certamente Abraão dava a explicação do seu nome correctamente, sem falhar no testemunho da sua fé, e estava pronto inclusive para sofrer a má compreensão dos outros. Quando é que o incrédulo, prezado amigo, vai entender as coisas de Deus ? Quando o incrédulo vai entender realmente um caso como aquele? O caso de Abraão por mais explicado que fosse, não poderia ser entendido, nem aceito por homens incrédulos. É como diz o apóstolo Paulo dois mil anos depois de Abraão, que as coisas de Deus são como loucura para os homem. Para os próprios crentes muitas coisas são difíceis de entender. Nós não poderemos entender tudo o que Deus diz e promete na sua palavra. Mas, aquilo que nós não entendemos com raciocínio, podemos aceitar pela fé. É que a nossa mente finita jamais poderá entender as coisas da mente infinita de Deus. É como quando eu explico alguma coisa aos meus filhos nem sempre eles entende tudo o que lhes explico, no entanto eles aceitam porque sabem que eu os amo e não os iria enganar, assim é com Deus. Eis o que diz Deus a um homem de 99 anos: "Farte-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti, e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua para ser o teu Deus, e da descendência." Isto o que Deus está dizendo a Abraão, prezado amigo, cumpriu-se? Cumpriu-se, e está se cumprindo ainda. Deus nunca falhou no cumprimento da sua promessa a Abraão. Ele cumpriu e está cumprindo fielmente as suas promessas. E como Deus disse a Abraão: "Por meio dele, de Abraão, Deus abençoaria todas as nações, todas as famílias da terra." Qual a nação que não tem sido beneficiada, ou influenciada pelos valores de Deus, mesmo as que não professam o cristianismo como religião? Deus quer cumprir a sua promessa de abençar a sua vida, no próximo blog continuaremos a olhar para a vida de Abraão



sábado, 12 de março de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                  Génesis 14:12-15:6


 No ultimo blog falamos de Abraão e de como apesar de ser um homem de Deus errou, mostrando que todos nós necessitamos de Deus e que não há ninguém que possa pensar que é infalível. Falamos ainda do primeiro registro de uma guerra. Trata-se de um documento histórico muito importante. É claro que o autor sagrado não teve a intenção de registrar esta guerra porque tivesse sido a primeira guerra, mas porque Ló, o sobrinho de Abraão havia sido levado cativo nesta guerra. Foi esta razão porque o escritor registrou o fato. Aqui vemos que esses reis orientais levaram presos os reis de Sodoma e de Gomorra, e Ló também foi levado cativo. Agora Abraão foi e venceu os reis e libertou a Ló, o seu sobrinho, assim bem como os reis daquelas cidades. A pergunta agora, prezado amigo, é a seguinte: Como foi que ele conseguiu uma vitória assim tão grande? É o que vamos ver. Quando aqueles reis orientais deixaram Sodoma e Gomorra, eles foram para o oriente, passando pelo mar Morto. E o mar Morto não ficava muito longe de Hebrom e de Manre onde morava Abraão. Uma pessoa hoje pode ficar onde Abraão estava, e de lá ver qualquer movimento que tiver lugar no Mar Morto. De forma que, logo que o assunto chegou ao conhecimento de Abraão, ele entrou logo em acção operando contra o inimigo que não estava longe. Diz assim o versículo 12 do capitulo 14: "Apossaram-se também de Ló, filho do irmão de Abraão que morava em Sodoma, e dos seus bens, e partiram." Aqui estamos vendo por meio deste versículo, a razão porque esta guerra foi registrada. A história tem o objectivo de mostrar a intervenção de Abraão na defesa do seu sobrinho Ló. Agora diz o versículo 13: "Porém veio um que escapara, e o contou a Abraão, o hebreu. Este habitava junto aos carvalhais de Manre. E Amorreu, irmão de Escol, e de Aner, os quais eram aliados de Abraão”. Podemos ver, que Abraão tinha um grupo de homens com ele. Eles tinham que ficar juntos naquele dia, porque para perseguir o inimigo, ou por causa da aproximação do inimigo, exigia-se que ficassem juntos para fazerem face ao grande perigo. Não é preciso perguntar se Abraão tinha interesse em Ló e na sua defesa. Eis o que diz o texto sagrado logo em seguida: "Ouvindo Abraão que o seu sobrinho estava preso, fez sair 318 homens dos mais capazes, nascidos na sua casa, e os perseguiu até Dã." Pelo número de servos que Abraão tinha, pode ver que ele era realmente rico, como afirma a própria Bíblia. Na sua própria fazenda ele tinha 318 empregados. Naturalmente Abraão tinha mais do que esses 318, porque estes eram apenas aqueles que podiam entrar numa guerra. Deveriam haver muitas mulheres, muitas crianças, assim bem como pessoas idosas sobre a sua responsabilidade. Tinha que ter muitos empregados para cuidar do gado. Vejamos o que diz o versículo seguinte: "E repartidos contra eles de noite, ele e os seus homens feriu-os, e os perseguiu até Hobá, que fica a esquerda de Damasco." Abraão os perseguiu até o norte de Damasco. Ele resolveu dividir os seus servos, e um grupo deveria fazer o ataque. O outro grupo deveria ficar nas proximidades, para que, quando o inimigo viesse atender o primeiro desafio, então esse segundo grupo atacaria. Era uma estratégia militar muito boa para aquele tempo, e como sabemos, Abraão conquistou a vitória. No mínimo o inimigo correu, deixando atrás de si, o povo que havia sido capturado. E como vemos, Abraão trouxe de novo todos os bens, e também a Ló, seu sobrinho, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo, diz o texto sagrado. Aqueles reis haviam levado as mulheres e o povo como escravos. Vemos assim que Abraão fez uma obra muito grande, e certamente ele o fez por causa do seu sobrinho Ló. Esta foi a razão que deve ser naturalmente enfatizada, porque Abraão entrou naquela guerra. Esta acção do patriarca impressionou muitos aos reis de Sodoma, e aos outros que foram presos. Eis o que diz o versículo 17: "Após voltar Abraão de ferir a Quedor-laomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma no vale de Savé, que é o vale do rei." O rei de Sodoma procura Abraão para agradecer e oferecer presentes. Passemos agora para o versículo 18 que é muito importante: "Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo. Abençoou ele a Abraão, e disse: Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo que possui os céus e a terra, e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus adversários nas tuas mãos." E acrescenta o texto: "E de tudo lhe deu Abraão o dízimo." Aqui, prezado amigo, eu tenho as minhas perguntas, e certamente você as tem. A minha primeira pergunta é esta: De onde mesmo veio este homem chamado Melquisedeque? De onde veio ele a Abraão trazendo pão e vinho? Veio trazer alimento para Abraão e abençoá-lo. Mas de onde veio? Diz que ele era rei de Salém, mas que ao mesmo tempo, diz que ele era sacerdote do Deus Altíssimo. E como foi que ele chegou a conhecer o Deus Altíssimo? Como veio ele a conhecer o Deus Todo-Poderoso, criador do céu e da terra? Como veio a conhecer o Deus vivo, o Deus de Génesis capítulo 1, o Deus de Noé, o Deus de Enoque, como veio ele a conhecer? Deus era realmente o único para Melquiseque. Não havia realmente uma deidade local, muitos tinham uma concepção estritamente monoteísmo. E o doutor Zwamer no seu livro: "Origem da religião.", diz, baseado em Melquisedeque, podemos ver que monoteísmo existia antes do politeísmo. Ou seja as ideias politeistas surgem muito depois da ideia de um só Deus. Os homens têm em si o conhecimento do Deus vivo e verdadeiro. É o que o apóstolo Paulo diz, os homens conhecem a Deus, mas não glorificam a Deus como Deus, como Criador. Temos o homem que é sacerdote, Melquisedeque. Era sacerdote naquele tempo. Ele, naturalmente teve um conhecimento correcto do Deus vivo, do Deus verdadeiro. E veio trazendo vinho e pão para o patriarca Abraão, exactamente aqueles dois elementos da comunhão da santa ceia do Senhor. Agora, o que ele tinha em mente quando trouxe aqueles dois elementos? Quanto Melquisedeque conhecia da Palavra de Deus? Melquisedeque é mencionado 3 vezes nas Escrituras. Temos uma referência a Melquisedeque no Salmo 110:4 onde lemos: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque." Depois vamos encontrar uma outra referência a ele na epístola aos Hebreus. E lá ele é mencionado realmente várias vezes. Focalizaremos este interessante personagem quando chegarmos lá, mas naturalmente vai demorar muito. Vale dizer algumas coisas a respeito dele agora, porque nós levaremos muito tempo para chegarmos a epístola aos Hebreus. Nada sabemos a respeito da origem de Melquisedeque. Não lemos nada aqui a respeito do seu pai, nem de sua mãe. Não são mencionados, não diz de que geração, de que genealogia era ele, não diz de quem ele era filho. Isto é realmente estranho, prezado amigo, porque temos visto e dito, que, o livro do Génesis é o livro das genealogias, é o livro das famílias, das informações sobre as gerações. Nós sabemos que ele apareceu assim para ser um tipo da pessoa de Cristo, que também não teve princípio, nem terá fim. Falando sobre Melquisedeque, o autor da epístola aos Hebreus diz o seguinte:Heb.7:1-3 "Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo que saiu ao encontro de Abraão quando voltava da matança dos reis, e o abençoou. Para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo. Primeiramente se interpreta rei de justiça, e depois também é rei de Salém, ou seja, rei da paz. Sem pai, sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao filho de Deus, permanecesse sacerdote perpetuamente." Assim vemos, prezado amigo, que este sacerdote era um tipo de Cristo, que naturalmente fez o serviço de um sacerdote, como aqueles naturalmente da ordem de Arão, da ordem dos levitas, mas Cristo pertencia a ordem sacerdotal de Melquisedeque. Assim como este antigo sacerdote não tinha fim de dias, nem começo, assim também é Jesus o filho eterno de Deus. Referindo-se a ele, o apóstolo João diz:1:1 "No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus." Vemos Melquisedeque trazendo pão e vinho para Abraão. Pão e vinho foi também o que Cristo deu aos seus discípulos, e a toda a sua igreja. Quando instituiu a santa ceia do Senhor, Jesus estava oferecendo pão e vinho aos cristãos de todos os tempos, como símbolos do seu corpo partido na cruz por nós, e do seu sangue derramado pelos nossos pecados para a nossa remissão. Melquisedeque era tipo de Cristo. O sacerdócio de Arão era só para o povo de Israel, porém o sacerdócio de Melquisedeque era universal para todas as nações, tal como o sacerdócio de Cristo. É interessante notarmos a benção que usou Melquisedeque para abençoar a Abraão. Eis as suas palavras: "Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo que possui os céus e a terra, e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus adversários nas tuas mãos." Jesus veio, prezado amigo, para exercer um sacerdócio, não apenas para Israel, mas para todos os homens que estão de baixo dos céus. Assim Melquisedeque é uma figura importante pois é o tipo de Jesus. A ele, Abraão pagou o dízimo. Mas vamos, prezado amigo, para o versículo seguinte onde lemos: Gen. 14:21-24 "Então disse o rei de Sodoma a Abraão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo. Mas Abraão lhe respondeu: Levanto a minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra, e juro que nada tomarei de tudo o que te pertence, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que não digas: Eu enriqueci a Abraão. Nada quero para mim." Abraão estava disposto a mostrar a sua fé e generosidade e não se comprometer com aquilo que um rei infiel a Deus lhe queria dar. Abraão queria receber de Deus a recompensa por ter defendido aqueles que haviam sido injustamente levados cativos. Não queria ele pagamento por um trabalho tão sério, tão solene e tão importante. Só Deus poderia lhe pagar depois. E além disto, prezado amigo, acabava ele de receber a bênção de Deus, por meio do sacerdote de Deus, do Deus Altíssimo que foi Melquisedeque. Aquele oferecimento do rei de Sodoma foi indiscutivelmente uma grande tentação para o patriarca, mas felizmente, o grande servo de Deus estava preparado devido aquele encontro tão bom, tão salutar, tão santo que teve com o sacerdote de Deus. Vemos aí, que Deus prepara os seus servos para enfrentarem as tentações. Abraão saiu de cabeça erguida de diante do rei de Sodoma, após ter rejeitado os seus oferecimentos. Abraão tinha ao seu lado o Deus que criou os céus e a terra. Isto era incomparavelmente mais importante. Mas Abraão disse que aqueles rapazes que o acompanharam deveriam ser pagos, mas apenas as despesas que eles tiveram com comida. Era muito justo que assim falasse Abraão, para que aqueles que lutaram com Abraão na defesa daqueles reis, tivessem realmente alguma recompensa, porque eles tiveram despesas, eles tiveram gastos. Abraão só podia dispensar aquilo que podia receber, ele pessoalmente, do rei de Sodoma. Mas ele não podia falar, naturalmente pelos que o acompanharam na defesa do rei de Sodoma, e do seu povo. Mas quanto a ele, Abraão, não queria receber absolutamente nada para si mesmo. Agora, prezado amigo, vamos para o capítulo 15, um dos grandes capítulos da Bíblia, onde vemos Deus novamente confirmando as suas promessas a Abraão. Eis o primeiro versículo: "Depois destes acontecimentos, veio a Palavra do Senhor a Abraão, numa visão e disse: Não temas, Abraão, eu sou o teu escudo, e o teu galardão será sobremodo grande." Esta é a quarta vez que Deus aparece a Abraão. É a quarta vez que Deus procura desenvolvê-lo espiritualmente. Vemos aqui que Deus certamente aprovou a atitude de Abraão quando procurou salvar o seu sobrinho Ló, e quando rejeitou os presentes, os pagamentos do rei de Sodoma. Deus veio a ele e disse: Eu sou o teu escudo, e o teu galardão será sobremodo grande." Foi um grande passo de fé aquele de Abraão entrando na guerra na defesa dos cativos, e especialmente na defesa do seu sobrinho. Deus então se apresenta como seu escudo. Naturalmente Abraão enfrentou perigo durante a sua participação naquela guerra, e Deus o fez voltar são e salvo. Deus quis lembrar-lhe que era realmente o seu escudo, e diante da sua recusa, diante da recusa de Abraão do pagamento do rei de Sodoma, Deus diz para ele que o seu galardão será realmente grande. Como vemos, Abraão era um homem profundamente religioso, mas também um homem de acção. Ele não era como muita gente que se limita apenas a orar, sem agir. Bem, há casos, há circunstâncias em que podemos apenas orar, e ficamos esperando a intervenção divina, a salvação do Senhor. Porém, em outros casos, é dever nosso orar, e agir. A oração em si, prezado amigo, já é uma acção. E ela nos prepara para agirmos de uma maneira correcta, e somos assim os próprios instrumentos de Deus. Quando agimos assim na dependência de Deus, Ele naturalmente será o nosso escudo, e o nosso galardão. Mas, o que disse Abraão diante dessas palavras maravilhosas do Senhor? Disse ele que gostaria de receber mais dinheiro, mais riqueza, mais fortuna? Não. Eis o que ele Gen. 15: 2 disse: "Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos, e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliezer? A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro." Interessante, prezado amigo, o que disse Abraão a Deus. Era um homem de oração, e um homem de oração é sempre um homem prático. Abraão não era como aqueles fariseus do tempo de Cristo, que andavam orando pelas esquinas das ruas, e pelas praças para parecerem que eram santos. Abraão não era este tipo. Ele era santo, porque era mesmo, mas como santo de Deus aqui na terra, encarava os assuntos também no sentido prático. Dinheiro mais, não precisava, mas precisava de um filho, de um herdeiro. Deus lhe havia prometido que ele seria pai de muitas nações, e que os seus descendentes seriam tantos quanto a areia do mar. E Abraão agora diz a Deus que não tem nenhum filho, nenhum herdeiro de verdade. Eliezer, o seu mordomo, o seu empregado responsável por toda a sua casa e riqueza seria o herdeiro de Abraão, caso não surgisse um filho legítimo. Abraão disse a Deus: Gen. 15:3 "A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro." E como sabemos, prezado amigo, Deus se torna prático quando um homem é prático diante dele. Eis o que Deus lhe disse:Gen.15:4 "Não será este o teu herdeiro, mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro." Então diz o texto: Gen 15:5 "Conduziu até fora e disse: Olha para os céus, e conta as estrelas se é que o podes. E lhes disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no Senhor e isto lhe foi imputado para a justiça." Vemos aqui, prezado amigo, que Deus age com um homem de oração, com um homem de fé, e com um homem realmente prático. Foi naturalmente de noite quando Deus teve este encontro com Abraão que possibilitou a Abraão ver as estrelas do céu. Que noite maravilhosa aquela, noite com Deus! Deus pode vir, prezado amigo, até nós, em nossas noites escuras. Deus vem para nos mostrar as suas bênçãos, mas nos garantir a bênção que Ele nos tem prometido. O céu manifesta a glória de Deus. Nós vemos aqui Deus dizendo a Abraão que os seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas do céu, ou quanto a areia do mar. Abraão teria dois tipos herdeiros. O herdeiro da sua linhagem sanguínea, o seus filhos directos da sua carne, e os herdeiro da fé. Dois tipos de descendentes. Os descendentes carnais seriam os judeus, a nação de Israel, os descendentes de Isaque, seu filho, e os descendentes espirituais, os da semente da fé são os cristãos que formam a igreja de Cristo. Todos os crentes são filhos de Abraão pela fé. Abraão é o nosso pai na fé. Mas como temos dito, prezado amigo, Abraão era um homem muito prático, e por isso perguntou a Deus: "Senhor Deus como saberei que ei de possuí-la?" Bem, Deus disse na ocasião a Abraão, como vamos ler no versículo 7: "Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus para dar-te por herança esta terra." Agora, Abraão faz, prezado amigo, uma pergunta muito prática a Deus: "Como é que vou saber que irei possuí-la?" É assim que Deus quer que tratemos com ele, prezado amigo. Deus gosta quando procuramos a realidade da sua palavra. Abraão não estava duvidando, mas querendo saber mais detalhes a respeito daquilo que Deus lhe estava prometendo. É esta diligência, é este cuidado, é este interesse por aquilo que Deus nos promete pela sua palavra, que muitos de nós estão necessitando. É por falta deste interesse que muitos estão ignorando a própria Palavra de Deus. Não tem interesse em saber como as promessas de Deus poderão ser cumpridas em suas vidas. Não querem saber quais as condições para que estas bênçãos sejam uma realidade em suas vidas. Muitos não estão recebendo bênçãos, porque não sabem como puderam recebe-las. Não estão procurando saber como Abraão, o nosso pai na fé, como as promessas divinas poderão se transformar em realidades em nossas vidas. Aqui está a pergunta de Abraão feita a Deus: "Senhor Deus, como saberei que ei de possuí-la?" Deus respondeu a Abraão? Sim. E na próxima vez nós iremos ver a resposta de Deus a Abraão. Deus disse a Abraão: "Eu vou me encontrar-me contigo no teu quintal, e vou contar-te detalhadamente como isso vai acontecer." Eu gostei da sua pergunta, diria Deus, porque isto vai-se tornar depois público. Meu amigo, estas palavras são minhas, mas penso que de uma forma resumida foi o que Deus disse a Abraão, como nós iremos ver na bíblia no próximo programa. Espero que você esteja connosco na próxima vez para ver como na realidade Deus esclareceu tudo a Abraão e como ele assumiu um compromisso, ou diríamos em linguagem actual, assinaram um contrato. Foi assim que Deus tratou com Abraão. Por hoje fiquemos com estas verdades da Palavra de Deus, impressionemo-nos com o facto de que Deus quer tratar connosco no sentido prático, e que, a nossa vida espiritual neste mundo precisa ser demonstrada num sentido prático e diário. Lembremo-nos de que Deus quer relacionar-se com o homem, quando este se dispõe a ouvi-lo. Deus está interessado em si.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Á LUZ DO LIVRO

                                       Génesis 12:10-14:11


 Hoje, iremos começar com o versículo 13. Estamos estudando a vida de Abraão, e vale lembrar que ele é assunto em toda a Bíblia. Mais é dito sobre Abraão, do que qualquer outro personagem das Escrituras em nossos dias e no tempo passado. Como tivemos oportunidade de ver em nosso último programa, Abraão desceu ao Egipto fugindo da fome. Ele fugiu da terra de Canaã para onde Deus o levou, dizendo que lhe daria aquela terra. Era a terra da promessa onde havia toda a abundancia. Entretanto houve uma crise muito grande naquela terra, Abraão, então resolveu sair de lá, sem a ordem de Deus.A fome que assolou a terra de Canaã, bem poderia ser para provar a fé do grande patriarca Abraão, o pai da fé dos crentes, o gigante da fé, poderíamos dizer. Mas, era, prezado amigo,que se podia dizer que manava leite e mel. Abraão fugiu procurando escapar da fome, refugiando-se no Egipto. Mas, logo na chegada, Abraão descobriu um sério problema no Egipto. Era que a sua esposa, era uma mulher bonita, e sendo estrangeiro na terra, poderia enfrentar sério problema, como de fato enfrentou. Vamos ler o versículo 12: "Os egípcios, quando te virem", disse Abraão a Sara, "vão dizer: é a mulher dele? E me matarão, deixando-te com vida. Dizes, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti, e por tua causa me conservem a vida." Bem, antes de prosseguirmos, queremos lembrar para o ouvinte, que estes capítulos que estamos comentando, isto é, os capítulos 12, 13, 14 e 15, do livro de Génesis, foram encontrados no Mar Morto. Os pergaminhos do Mar Morto, encontrados num lugar chamado Conrã, numa cova, estavam muito frágeis. Era de couro, e não foi realmente possível se abrir todos, porque se temeu que se quebrasse. Tinha o nome de Lameque, tratando-se, portanto de uma interpretação dessa história que estamos lendo, inclusive falando da beleza de Sara, mulher de Abraão, e daquela viagem de Abraão ao Egipto. Isto confirma o que a Bíblia sobre a pessoa de Sara. Prosseguindo com a história, vemos que, logo que chegaram ao Egipto, Faraó revelou grande interesse por ela. Isto foi confirmado pelos pergaminhos achados, já referidos, que também fala com clareza a respeito da grande figura de Abraão. Os pergaminhos falam sobre esses assuntos encontrados nestes capítulos que nós mencionamos, confirmando, assim, o que diz a Escritura Sagrada. O resto desta história, todos sabem. O rei Faraó interessou-se muito por Sara. E Sara foi levada para a sua casa. Para a casa de Faraó, a fim de ser preparada para ser a mulher do rei. Ela ficou na casa de Faraó. Porém, Deus interveio, e puniu a Faraó, revelando a ele que Sara era a mulher de Abraão. Então Faraó chamou Abraão, e o repreendeu por haver dito que ela era a sua irmã. E Faraó deu ordem aos seus homens a respeito dele, Abraão, para que o acompanhassem, a ele, e a sua mulher, e a tudo que possuía. Vemos assim, meu prezado amigo, que problema terrível enfrentou Abraão. Apesar de Deus não fazer nenhum contacto com Abraão durante toda aquela estava no Egipto, mesmo assim, Deus não abandonou seu servo. Porque na hora exacta Deus fez aquela intervenção maravilhosa, no palácio de Faraó, revelando ao rei que Sara era a mulher de Abraão. Ela era uma mulher que não poderia ser tocada por nenhum homem. Isto vem confirmar, meu prezado amigo, aquilo que diz o apóstolo Paulo: "Quando somos infiéis, Deus permanece fiel." Vamos agora para o capítulo 13 de Génesis. Diz assim o primeiro versículo: "Saiu, pois, Abraão do Egipto para o Neguebe, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e Ló com ele. Era Abraão muito rico; possuía gado, prata e ouro. Ele era muito rico na sua época." Pelo que lemos aqui, prezado amigo, Abraão possuía uma fortuna. Diz mais o texto: "Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até o lugar onde primeiro estivera a sua tenda entre Betel e a cidade de Ai." Agora, meu prezado amigo, vemos uma coisa importante. "Até ao lugar do altar que outrora tinha feito. E aí Abraão invocou o nome do Senhor." É fácil a gente ver aqui que depois da sua queda, do seu fracasso, ele se volta para Deus. É tão bom termos um Deus a quem podemos voltar depois que sofremos reveses. Diz o versículo seguinte. "Ló, que ia com Abraão, também tinha rebanhos, gados e tendas." Ambos possuía muito gado. Muitos animais. O crescimento sempre causa problemas. São as crises do desenvolvimento, como dizemos. Os pastores que cuidavam dos rebanhos de ambos, começaram a brigar. Abraão e Ló não podiam mais habitar junto porque eram muitos os seus bens. Houve contenda entre os pastores do gado de Abraão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os fereseus habitavam essa terra. Aqui estão dois homens ricos, prezado amigo, dois homens ricos em dificuldades. Ambos são crentes, e os seus pastores estão vivendo em contendas. Aqui está um problema que tem que ser evitado. Era um mau exemplo para os incrédulos, para os pagãos, para aqueles que habitavam aquela terra. Os pagãos poderiam dizer: "Eles não tem condição de viverem juntos. Já saírem daqui para o Egipto e agora chegaram brigando, apesar de terem levantado um altar ao Deus vivo e verdadeiro. Eles podiam dizer que logo que Abraão chegou àquela terra, pela primeira vez, era um homem maravilhoso. Um homem honesto, verdadeiro, manso, mas que agora estava com aquele tipo de problema. Com aquele tipo de problema os habitantes daquela terra não podiam se impressionar mais com Abraão. Isto nos lembra, prezado amigo, o grande perigo que os crentes realmente enfrentam na sua vida. Eles estão expostos a perigos nas grandes cidades. São eles unidos? Ou tem eles algum tipo de problema como este. As igrejas internamente vivem unidas, existem harmonia e comunhão entre todos os crentes, não existem contendas, prejudicando o testemunho da igreja, entre os pagãos, entre os incrédulos? O que pode dizer um descrente, como o caso, por exemplo de contenda, como este de Abraão e Ló? Havendo, por exemplo, esta luta entre os crentes, contendas entre os seus membros, isto significa que os incrédulos não se interessarão por esta igreja. Os cananeus e os fereseus que habitavam aquela terra não se impressionavam com o testemunho de Abraão e de Ló, depois da sua chegada do Egipto. Abraão levantou um altar ao Deus vivo, mas depois eles estavam enfrentando um tipo de problema comum aos ricos. Ele não podia viver ao lado do seu concorrente, que era o seu sobrinho. Vemos que a viagem de Abraão ao Egipto lhe rendeu muito dinheiro, mas que ele herdou alguns problemas. Basta dizer que, além das riquezas, Abraão trouxe também do Egipto uma empregada chamada Hagar. Sobre esta empregada nós falaremos depois. Aqui vemos que as suas riquezas, impediam de viver com seu sobrinho Ló. Tinham agora que viver separados. OS cananeus, os fereseus tinham conhecimento desse problema. Não podiam mais caminhar juntos. As vezes os crescimento exige uma alteração no sistema do negócio. Mas seja como for, esse problema surgido aqui revela assim um aspecto bem negativo. Essas contendas deveriam ser evitadas para não escandalizar estes habitantes pagãos. E antes de tudo, para não ofenderem ao próprio Deus, a quem eles levantavam altar. Mas procurando evitar outras contendas, Abraão, sugeriu a divisão. Disse Abraão a Ló: "Não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados." Aqui está, prezado amigo, o grande patriarca, procurando solucionar um problema. Eis o que diz mais Abraão: "Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço que te apartes de mim. Se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda." Aqui temos mais uma vez uma prova da grandeza de Abraão. Tinha falhas, é verdade. As vezes as suas falhas eram grandes, mas ele também revelava grandes virtudes. Ele oferece a Ló, seu sobrinho, a oportunidade de escolher. Disse que Ló poderia escolher qualquer lado, e ele ficaria com o lado que Ló rejeitasse. Esquerdo ou direito, qualquer que ele escolhesse, para ele estaria bem. Diz o versículo seguinte: "Levantou lá os olhos e viu toda a campina do Jordão, e que era toda bem regada, antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra, como o jardim do Senhor, como a terra do Egipto, como quem vai para Zoar." Ló, prezado amigo, era muito esperto, como podemos ver aí. E temos realmente notado que ele se aproveitou daquela generosidade do seu tio Abraão. Depois de levantar os seus olhos para examinar a terra, então Ló fez a sua escolha. Diz o versículo seguinte: "Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu para o Oriente. Separam-se um dos outros. Habitou Abraão na terra de Canaã; e Ló nas cidades da campina, ia armando as suas tendas até Sodoma." Como estamos vendo, amigo, Ló se apressou muito, e não parece ter feito uma boa escolha. Ele olhou só para os pastos verdes da campina. Mas diz o texto que ele foi armando sempre as suas tendas cada vez mais próximo de Sodoma. Pouco a pouco ele ia se aproximando daquela cidade corrupta. E aproximar-se daquela cidade era um perigo, porque como no versículo: "Ora, os homens de Sodoma eram homens maus. Eram grande pecadores contra o Senhor." Ou Ló, prezado amigo, não se importava com isto, ou então, ele estava muito interessado nas campinas verdejantes. Será que ele ignorava os perigos morais a que estaria exposto a sua família? E não demorou muito para que Ló e toda a sua família se encontrasse morando dentro da cidade de Sodoma. No versículo 14, de onde lemos o seguinte: "Disse o Senhor a Abraão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o Norte, para o Sul, para o Oriente e para o Ocidente." Esta, prezado amigo, era a terra que Deus está dando a Abraão, e partir dali, os limites da terra prometida foram sendo marcados, sempre quando Deus fazia contacto com Abraão e com os demais patriarcas. Em outras palavras, Deus disse para eles qual era a terra que lhes havia prometido. Abraão agora está diante da terra que Deus lha havia prometido. "Ergue os olhos e olha desde onde estás, para o Norte, para o Sul, para o Oriente e para o Ocidente", Deus disse assim a Abraão. Será que aquela terra era realmente a terra da promessa? A pátria da qual Abraão tinha saudades? Era aquela a bela terra de primor para Abraão? Quando ele olhou para todos os lados, identificou como sendo a sua verdadeira pátria? Não. Aquela terra seria apenas uma sombra da verdadeira pátria de Abraão. Quando lemos o livro de Apocalipse, vemos que a cidade de Abraão, como também a nossa cidade também é outra. Como diz o apóstolo Paulo: "A nossa cidade está no céu." Foi para lá onde Jesus foi realmente preparar um lugar para todos os que crêm em Jesus como Seu Senhor e Salvador, Nada existe neste mundo que se possa comparar com a cidade celestial. Lugar onde não haverá mais dor, choro nem lágrimas. No versículo seguinte, versículo 17, diz assim: "Levanta-te, percorrer esta terra, no seu cumprimento e na sua largura, porque eu tardarei." É interessante, prezado amigo, notarmos que os pergaminhos que foram encontrados no Mar Morto, dizem que esta terra que foi entregue por Deus era uma terra de muita fartura. Era uma terra muito bonita. Passemos agora para o versículo 18, que diz assim: "E Abraão, mudando as suas tendas, foi habitar nos Carvalhais de Manre, que estão junto a Ebrom. E levantou ali um altar ao Senhor." Aqui estamos novamente vendo Abraão edificando um altar ao Senhor. Por onde quer que ele passe, ali levanta ali um altar deixando, assim, o seu testemunho. Manre quer dizer "riquezas", enquanto Ebrom quer dizer comunhão. Ali ele levantou o seu altar ao Senhor. Foi ali que ele fixou residência. Ali encontra-se realmente o grande patriarca enterrado. Era o lugar para onde ele queria ir, naquela terra. Estamos indo agora, prezado amigo, para o capítulo 14, e aqui lemos a respeito da primeira guerra em que Abraão, inclusive liberta o seu sobrinho Ló. É aqui neste capítulo onde encontramos pela primeira vez o nome de um sacerdote que é Melquisedeque. Eis porque podemos dizer que este capítulo 14 é um capítulo realmente notável, porque contém dois assuntos marcantes. Guerra, a primeira guerra, e o primeiro sacerdote. Vamos ler o primeiro versículo: "Sucedeu naquele tempo que Anrafel, rei de Siliar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, e contra Sinabe, rei de Admá, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá, este é Zoar." Aqui temos, prezado amigo, um bom exercício de pronúncia, não é verdade? Aqui temos também um documento histórico. Os reis vieram para derrotar Sodoma e Gomorra. Os reis destas duas cidades foram derrotados e levados cativos. É o que lemos os primeiros onze versículos deste capítulo. Por muito tempo alguns críticos da Bíblia, rejeitaram este registro bíblico. Eles diziam que esses homens aqui mencionados não aparecem na história. Mas agora não poderão mais dizer isto, porque monumentos têm sido encontrados, assim bem como inscrições com os nomes deles. Estão realmente na história. Sabe-se hoje, prezado amigo, que este rei chamado Anrafel, aqui no texto é o mesmo da história chamado Amurabi. Este fato é realmente importante, pois temos a primeira guerra. E como vemos a humanidade começou cedo com a guerra? Diz assim: Gen.14:3 "Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim, que é o Mar Salgado." Na próxima vez nós voltaremos neste assunto, e então que veremos a grande vitória de Abraão contra aqueles que levavam cativos os reis de Sodoma e Gomorra, assim bem como o seu sobrinho Ló. Vamos ver como foi que o grande patriarca entrou nessa guerra, como foi vitorioso, e como Deus foi ao encontro dele por meio de um sacerdote misterioso, chamado Melquisedeque, que não tinha princípio nem fim a quem deu o dízimo. Assim temos visto neste programa algumas coisas importantes que iremos resumir agora para que o meu prezado amigo possa fixar na sua mente. Vemos primeiramente que Abraão, o pai da fé, o amigo de Deus chegou a cometer várias falhas na sua vida, mostrando assim, que ele também era humano, mas apesar disto Deus o amava, e a Bíblia o chama de "o amigo de Deus". Entre aquelas falhas mais sérias, está a de ter ele descido ao Egipto em desobediência a Deus. Ele tinha de ficar na terra onde o Senhor o havia posto. E pela fé vencer os obstáculos e conseguir o suprimento necessário. O crente deve viver pela fé, e não segundo a sua própria vontade, ou segundo o que parece mais lógico. Ele deve fazer suas diligências, no sentido de conseguir, e que é dever seu fazê-lo, mas não usando qualquer meio, ou qualquer coisa que contrarie a vontade de Deus. Mais tarde, no Novo Testamento, vamos encontrar Jesus falando a respeito do cuidado do Pai celestial que não deixa que seus filhos morram de fome, pois Deus cuida dos pequenos passarinhos, e muito mais se interessa pelos seus filhos, afirma Jesus. Aquela descida ao Egipto, que parecia tão sábia e importante para Abraão, transformou-se numa grande tragédia, pois o patriarca teve que entregar a sua esposa para a casa do rei Faraó, e passou por perigo de morte, mas Deus não abandonou o seu servo, mesmo quando este errou. Deus mostrando que estava sempre ao seu lado mesmo no erro, não que deus tenha aprovado o erro mas não o desamparou, mesmo nessa situação, Deus agiu mostrando o seu amor a Abraão. Esta acção de misericórdia de Deus deve ter impressionado muito a Abraão. Consideramos também o problema da riqueza. Abraão voltou do Egipto rico, bem como Ló o seu sobrinho. Eles tinham prata, ouro e muito gado. A riqueza, meu prezado amigo não é um mal em si, mas também, não é um bem. Ela é neutra. Pode ser um mal e pode ser um bem. Depende do uso que fizermos dela. Depende do homem que a possui. Não cremos que a riqueza tenha sido realmente um problema para a pessoa de Abraão, mas suscitou sérios problemas, porque, como tivemos oportunidade de ver, surgiram contendas entre os pastores de Abraão, e os pastores de Ló. E inclusive, contendas entre o próprio Abraão e o seu sobrinho. Aquelas contendas são prejudiciais para um homem que é chamado por Deus. Abraão era uma pessoa muito importante para Deus e para o mundo, porque por meio dele Deus estava lançando um plano para salvar a humanidade. Deus estava formando uma nação que viesse abençoar a humanidade toda por meio de um dos seus descendentes. E assim Abraão deveria dar um bom exemplo, porque ele era o começo do plano de Deus para trazer Cristo, Salvador ao mundo. Era a grande responsabilidade realmente a de Abraão, como é grande também a responsabilidade de cada cristão hoje. Conhecendo hoje a história de Cristo tão bem, com a responsabilidade de ser Sua testemunha num mundo ainda perdido. Contendas, contendas no trabalho, contendas em casa, contendas entre os parentes, contendas entre os irmãos da fé, tudo pode abalar o testemunho cristão. E qualquer outro pecado que se cometa na vida, pois o crente é chamado, prezado amigo, para viver uma vida de pureza, de santidade, de amor e de fé. Agora, você pode dizer que se Abraão, você também pode falhar. Naturalmente o erro de Abraão não justifica o seu. E além de tudo, Abraão foi seriamente castigado pelo seu comportamento errado, e cada pessoa também o é, quando desobedece a Deus e comete qualquer escândalo. O trabalho de Deus também sofreu grande prejuízo, porque, como vimos, na terra de Canaã habitavam os cananeus e os fereseus. Eles viram que um homem que levantava ao Senhor também chegou a contender por causa de riquezas, e bens materiais. Isto não condiz com a mensagem da Palavra de Deus. O cristão é olhado com muito cuidado pelos incrédulos. Que pode admitir erros e falhas na vida e falhas na vida de qualquer pessoa, menos na vida do cristão. Vimos depois que eles se separaram revelando Abraão num momento o seu espírito generoso, apesar de tudo. Deu a Ló a liberdade de escolher a direita ou a esquerda. Ele ficaria com o lado que fosse rejeitado. Ló escolheu as campinas do Jordão, quer dizer, o lado fértil e vantajoso, e foi armando a sua tenda cada vez mais próximo da cidade de Sodoma, apesar da grande corrupção daquela cidade. Como vimos nos últimos versículos que lemos, Ló já estava encontrando problema, já estava sendo levado cativo, tendo sido libertado pelo próprio Abraão, assunto que queremos continuar na próxima vez. Abraão foi visitado por Deus, logo que houve separação por ele e Ló. E Deus lhe mostra os limites da terra que Ele havia prometido lhe dar. Vemos com isso que nunca devemos encarar, prezado amigo, as coisas apenas pelo seu aspecto material, como fez Ló, mas que devemos levar em conta os interesses e os valores espirituais. Nos próximos programas nós vamos ver as consequências ainda mais desastrosas da escolha de Ló, e as bênçãos que caíram na vida de Abraão. Ele levantava sempre um altar a Deus, enquanto Ló entra na cidade de Sodoma, sem levar em contar o perigo espiritual, principalmente para a sua família. Ele mesmo era um homem temente a Deus, apesar de revelar algumas falhas, parece ter sido realmente fraco na liderança da família.

TESTEMUNHOS