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quarta-feira, 21 de março de 2012

A CRUZ E A GLÓRIA


                                                            A CRUZ E A GLÓRIA
A CRUZ E A GLÓRIA EM CRISTO

 indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. (IPe 1:11)

 O PROCESSO DA SALVAÇÃO REALIZADO POR CRISTO ASSENTA EM DUAS REALIDADES:

 
 A cruz que implica humilhação, sofrimento e morte
A glória que se segue à cruz
JESUS DEIXOU TEMPORARIAMENTE A SUA GLÓRIA PARA PODER EXPERIMENTAR A CRUZ: 

 “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” (Fl 2:5-8).

 Jesus passou por um processo que ele mesmo, duma forma determinada e voluntária, submeteu a si mesmo e que incluiu esvaziamento temporário seus atributos divinos: humilhação; sofrimento; morte.
Jesus alcançou glória por meio da cruz. Foi isso que Jesus mostrou aos discípulos de Emaús quando lhes abriu as Escrituras
:” Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?” (Lc 24:26). Jesus recebeu glória por ter experimentado a cruz: “Mas nós vemos Jesus fazendo isso. Por um pouco de tempo ele foi colocado em posição inferior à dos anjos, para que, pela graça de Deus, ele morresse por todas as pessoas. Agora nós o vemos coroado de glória e de honra por causa da morte que ele sofreu.” (Hb 2:9, NTLH)
Depois de experimentar a cruz, Jesus podia voltar à glória que tinha antes da sua humilhação: “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (Jo 17:5). A glória que Cristo experimentou e experimenta depois da cruz não é somente a glória do Criador, mas a glória do Redentor da humanidade. “Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.” (Jo 17:24); “Vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos. Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono. Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.” (Ap 5:1-14).

 JESUS REJEITOU A GLÓRIA SEM CRUZ

 “Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mt 4:8-10). Jesus foi tentado pelo Diabo a obter a glória sem a cruz. Mas rejeitou peremptoriamente tal glória submetendo-se à cruz. Já crucificado, Jesus foi tentado a descer da cruz: “e dizendo: Tu, que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz. De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Rei de Israel é ele; desça agora da cruz, e creremos nele;” (Mt 27:40-42)
A CRUZ E A GLÓRIA NO CRENTE

 Todo o crente tem que passar primeiro pela cruz para alcançar a glória: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;” (Mt 16:24)

 A CRUZ NO CRENTE IMPLICA EM NEGAR-SE A SI MESMO. 

 Crucificar o “eu”:” Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl 2:20) Crucificar o “velho homem”: “sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.” (Rm 6:6) Crucificar a “carne”: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gl 5:24).

 A CRUZ NO CRENTE IMPLICA TAMBÉM SOFRIMENTO POR AMOR A CRISTO

 “Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus.E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência,” (Rm 5:2-3, NTLH). Para experimentar a glória, o crente tem que estar pronto a sofrer por Cristo: “mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis.” (IPe 4:13). Se formos participantes dos sofrimentos de Cristo também o seremos da sua glória: “Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há-de revelar:” (IPe 5:1).

 A CRUZ IMPLICA AINDA EM A NOSSA FÉ SER PROVADA POR MEIO DAS TRIBULAÇÕES E AFLIÇÕES NO TEMPO PRESENTE

 “Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm 8:18). A prova da nossa fé redundará em glória: “para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;” (IPe 1:7). A glória que iremos experimentar será muito maior que o nosso sofrimento: “E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento.” (IICo 4:17NTLH).
Luís Reis

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